Golpe: frentistas desviam combustível e o prejuízo passa de R$ 300 mil
Nove pessoas, entre funcionários e taxistas, são indiciadas pela fraude
Cotidiano 19/03/2018 15h15 - Atualizado em 19/03/2018 15h37

Por F5 News

Seis frentistas que trabalhavam em um posto de combustíveis em Aracaju (SE) foram indiciados por furto qualificado e formação de quadrilha. O golpe e os detalhes da investigação foram revelados pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) nesta segunda-feira (19). Eles são acusados pela polícia de participar de um esquema de fraude de gás natural. Três taxistas que também participavam do esquema foram indiciados por receptação.

O golpe foi aplicado durante cerca de dois anos e meio em um posto no bairro Atalaia, zona Sul da capital. Segundo a polícia, o prejuízo do posto está estimado em cerca de R$ 300 mil.

De acordo com o delegado Fernando Melo, responsável pelo inquérito, a 8ª Delegacia Metropolitana foi acionada, em dezembro de 2017, quando o proprietário suspeitou que estivesse ocorrendo o desvio de gás natural e registrou um boletim de ocorrência. A partir daí, foi solicitado à Coordenadoria Geral de Perícias (Cogerp) que realizasse uma perícia no local, procedimento realizado pelos peritos do IC, André Feitosa e Charles Carvalho, sendo então constatada a fraude.

“Foram solicitados inclusive à companhia responsável pelo abastecimento alguns procedimentos para verificar se havia alguma falha mecânica do sistema. Após constatar  que não havia qualquer tipo de disfunção no abastecimento, a suspeita se voltou para os próprios funcionários”, disse o delegado.

Um vídeo das câmeras de segurança do local flagrou o procedimento de desvio, realizado pelos frentistas com a conivência de alguns taxistas da localidade. E o laudo emitido pela perícia comprovou o esquema.

Segundo o perito Charles Carvalho, do Instituto de Criminalística, os frentistas geravam, manualmente, um erro na bomba de abastecimento para que ela não contabilizasse o gás que seria desviado. “Para constatar essa fraude, utilizamos um medidor de massa interligado à bomba, reproduzimos o mesmo esquema da fraude e verificamos  que durante esse processo a bomba não registrava a passagem do combustível", disse.

 A investigação pericial durou cerca de 30 dias e comprovou que, das 23h da noite às 5h da manhã do dia seguinte, a bomba não registrava os abastecimentos. “Ele (o taxista) sabia quantos metros cúbicos iria abastecer e fazia o cálculo do valor em cima do preço do gás. Por exemplo, se desse R$50, o frentista recebia a metade, o que gerava vantagem para ambos e o posto sairia lesado”, afirma o perito André Feitosa.

*com informações da SSP/SE

  

 

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