Governo registra 500 mil novas adesões ao Simples de 2015
Cotidiano 02/02/2015 16h47O ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos, informou nesta segunda-feira (2) que aproximadamente 500 mil novas micro e pequenas empresas solicitaram adesão ao Simples para o exercício de 2015. O número representa um aumento de 125% em relação às adesões para o exercício de 2014.
Conforme o ministro, o prazo se encerrou no dia 30 de janeiro. O Simples é um regime tributário compartilhado - União, estados e municípios - de arrecadação, cobrança e fiscalização de tributos. Por meio dele, as empresas passam a ter apenas um boleto para a cobrança de oito impostos.
“O aumento foi fruto da universalização do Simples, a abertura para as outras categorias. Estimávamos 420 mil novas empresas aderindo e tivemos 502 mil. Portanto, as empresas correm atrás da simplificação”, disse Afif Domingos
A abertura e adesão de novas categorias a que se referiu Afif Domingos foi possibilitada pela sanção da Lei 147/14, que permitiu a inclusão de 142 novas atividades econômicas no modelo e tributação simplificado.
Em 2014, as micro e pequenas empresas tiveram crescimento de 7,23% na arrecadação. Segundo o ministro, a expectastiva da secretaria é que este ano seja ainda melhor. “Temos no andar de baixo da nossa economia um crescimento chinês. Embora estejamos com problema de crescimento no PIB nacional, a micro e pequena empresa estão respondendo com muito mais força”, ressaltou.
Dados da secretaria mostram que, nos últimos dez anos, as micro e pequenas empresas foram responsáveis por 84% do saldo de geração líquida de empregos no país, contra 16% gerados pelas médias e grande empresas. Entre 2011 e 2014, o setor foi responsável pela geração de 3.547.428 vagas.
O ministro acrescentou que, ainda no primeiro semestre de 2015, será encaminhada projeto de lei para revisão das tabelas do Simples. A proposta prevê a substituição das atuais 20 faixas de tributação para sete, além do reajuste do teto do Simples para R$ 7,2 milhões nas empresas do setor de comércio e serviço e para R$ 14,4 milhões nas indústrias.
Fonte: Agência Brasil

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