Greve auditores: postos fiscais continuam fechados em Sergipe
Prejuízo financeiro ao Estado ainda será avaliado pela Sefaz
Cotidiano 09/11/2015 11h15

Por Fernanda Araujo

Setes postos fiscais, que ficam nas divisas do Estado de Sergipe e funcionam todos os dias em regime de plantão, continuam fechados por tempo indeterminadoA greve dos auditores de tributos de Sergipe começou neste sábado (7), interrompendo os trabalhos nas unidades de Canindé do São Francisco, Tobias Barreto, Indiaroba, Simão Dias, Propriá e Cristinápolis (duas unidades). Na manhã desta segunda-feira (09), começou a paralisação nas demais repartições da Secretaria da Fazenda (Sefaz) e nos Ceacs - Centro de Atendimento ao Cidadão.

Os servidores também entregaram, na última sexta-feira, mais de 60 cargos de chefia que ocupavam na Sefaz. O Sindicato do Fisco de Sergipe (Sindifisco) calcula que cerca de 3 mil notas fiscais de mercadorias, que entram no estado, deixaram de ser fiscalizadas. O sindicato também conta esse mesmo número de notas de produtos que são fabricados no território sergipano e são revendidos para fora.

“Não estamos fazendo o controle sobre as entradas de mercadorias e nem as de saída. As operações internas também estão sem controle, não temos ideia de quanto de mercadoria circula no estado. Todo e qualquer tipo de fiscalização está interrompida a partir de hoje. A greve é por tempo indeterminado até que o governo apresente uma proposta concreta às reivindicações”, avisa o presidente Paulo Pedrosa.

Em torno de dois mil veículos que entram com mercadorias no estado, diariamente, não estão sendo inspecionados pelos fiscais. Apesar do risco dos produtos estarem entrando ilegalmente, saindo ou circulando no estado sem nota fiscal, Pedrosa culpa o governo pela greve que, segundo ele, poderia ser evitada.

“O nosso objetivo não é dar prejuízo ao Estado. Estamos com a reivindicação desde o início do ano. A nossa greve foi decretada na terça, só começamos o movimento grevista agora, então havia tempo suficiente para o governo negociar. O governo não concedeu este ano a reposição salarial e nem aceita fazer qualquer reposição para o Fisco, mesmo depois que o Estado saísse do limite prudencial”, julga, ressaltando perda salarial de 20% frente à inflação, desde 2012.

A Sefaz ainda não mensura quanto o Estado deixou de arrecadar com a suspensão do serviço dos postos fiscais, já que a greve iniciou neste final de semana. Hoje, a partir das 14h, representantes do Sindifisco e do Sindicato dos Auditores Tributários do Estado de Sergipe (Sindat) serão recebidos na secretaria para uma reunião. “Para a Sefaz a greve está começando hoje. A avaliação de prejuízo financeiro ainda deve ser feita”, disse o assessor de comunicação Givaldo Ricardo.

Foto principal: Sidifisco/ arquivo F5 News

Foto: Elisângela Valença/ arquivo F5 News 

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