Greve compromete atendimento em postos de saúde de Aracaju
Cotidiano 10/07/2017 11h33 - Atualizado em 11/07/2017 10h22Por Fernanda Araujo
Os enfermeiros e agente de saúde e endemias permanecem paralisados. Desde 28 de junho os servidores da Saúde de Aracaju (SE) entraram em greve por tempo indeterminado e os serviços de saúde seguem prejudicados.
Por conta da paralisação dos enfermeiros, em alguns postos de saúde estão suspensos vários serviços, como vacinação, injeção, curativo e aferição de pressão arterial. Sem a presença do enfermeiro na unidade básica de saúde, o técnico e o auxiliar de enfermagem não podem realizar as atividades.
Segundo o Sindicato dos Enfermeiros de Sergipe (Seese), 30% do efetivo permanece trabalhando nas 44 unidades de saúde. O sindicato não concluiu o levantamento do impacto da paralisação na rede municipal.
Integrantes da diretoria do sindicato se reúnem na manhã desta segunda-feira (10) com o secretário municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão, Augusto Fábio, para discutir as reivindicações das categorias. À tarde, a partir das 14h, os servidores, em conjunto com os agentes de saúde e endemias, participam de uma nova assembleia para avaliar o movimento.
Os servidores cobram 20,5% de recomposição salarial; reavaliar o grau de insalubridade e expandir a gratificação da área de risco para todos os servidores lotados nas UBS, CEMAR, CAPS e UPAS; melhores condições de trabalho; incluir o Atendente de Saúde Bucal (ASB) no Programa Saúde da Família; garantir a gratificação do PSF a todos os trabalhadores do Ambulatório; receber o calendário de pagamento dos servidores; aumentar o quantitativo de segurança nas UBS e fazer a implantação das 30 horas semanais de trabalho.
De acordo com o Seese, a data-base da categoria é em maio, e até agora não houve o reajuste. Os servidores solicitaram há mais de três meses uma negociação e cobram esclarecimentos técnicos, como amostra de dados e análises das contas públicas sobre o fato da Prefeitura não dar reajuste.
A Prefeitura informou que "foram realizados estudos para análise de impacto financeiro a respeito das reivindicações do Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa), cujos profissionais, enfermeiros e agentes comunitários de saúde, encontram-se em greve desde o dia 28 de junho. Devido ao atual cenário da receita corrente líquida do município, não será possível a adoção de todas as medidas apontadas pela categoria.
A Prefeitura acrescenta que continua à disposição para discutir os avanços à medida que a situação das finanças municipais sofra uma modificação. Assim como ocorreu ainda na semana passada, quando os Secretários do Planejamento e Gestão (Seplog), Augusto Fábio Oliveira, de Saúde (SMS), Waneska Barboza, e da Fazenda (Semfaz), Jeferson Passos, juntamente com o chefe de gabinete do prefeito, Renato Teles, já havia recebido os representantes das classes para apresentar os estudos sobre as reivindicações.
Nesse encontro, que contou com a presença do presidente do Sintasa, João Augusto Couto, também foi acertada a inclusão dos servidores numa folha suplementar para regularizar o pagamento dos que ainda não haviam recebido os valores referentes ao Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ)."
Foto: arquivo PMA

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