Greve dos agentes de trânsito é decretada ilegal antes de começar
Cotidiano 14/04/2014 14h15Por Fernanda Araujo
Por determinação judicial a greve dos agentes de trânsito de Aracaju prevista para iniciar a partir desta segunda-feira (14) foi decretada ilegal na sexta-feira (11). Os agentes pretendiam paralisar suas atividades por três dias, mas a decisão da liminar foi decretada pelo desembargador Luiz Antônio Araújo Mendonça, antes mesmo de começar.
Segundo o presidente do Sindicato dos Agentes da Mobilidade Urbana (Siamu), Samuel Maurício, a liminar está sendo cumprida pelos trabalhadores. “Nem começamos a greve e já fomos impedidos. A nós é negada a gratificação por periculosidade ou insalubridade, e agora é negado também o direito à greve. Mas vamos recorrer à Justiça a partir de quarta-feira”, antecipou.
Além de exigir a gratificação por periculosidade ou insalubridade, segundo Samuel Maurício, decisão acertada com o superintendente da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), Nelson Felipe, desde novembro de 2013, a categoria tenta pressionar a Prefeitura de Aracaju para implantar o Plano de Cargos e Salários dos agentes.
“Só 27 agentes de 150 recebem a gratificação de 40% em tempo integral. E o Plano de Carreira foi elaborado pelo sindicato e entregue à superintendência para enviar à Câmara, mas o superintendente ainda não enviou alegando que ainda está avaliando. Porém, ele havia dito antes que quando estivesse negociando o Plano já teria dado a gratificação por periculosidade ou insalubridade que já é garantido pelo Estatuto do Servidor”, afirmou Samuel. Segundo ele, nos últimos 15 dias a SMTT tem negado a gratificação por "simplesmente não querer pagar".
SMTT
F5 News tentou contato com a assessoria de comunicação da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito, mas não obteve resposta. No último dia 9, com o anúncio da paralisação, F5 News falou com o superintendente Nelson Felipe que informou que em nenhum momento a SMTT foi notificada oficialmente sobre as reivindicações. Nelson Felipe questionou ainda o procedimento do sindicato, alegando que há oito meses os agentes de trânsito receberam gratificação de 40% do salário, foram comprados equipamentos de proteção individual (EPI) e viaturas novas. Ele antecipou que o órgão tomaria providências administrativas e judiciais, criando também parcerias com a Guarda Municipal ou Polícia Militar para que a sociedade não fosse prejudicada pela greve.
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