Greve dos policiais civis de Sergipe está confimada
Cotidiano 23/05/2014 13h00Por Aline Aragão
Insatisfeitos com a contraproposta do governo em relação às suas reivindicações, os policiais civis de Sergipe realizaram mais uma manifestação pré-greve. Desta vez o ato aconteceu em frente ao Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV) que fica na Rua Estância, no Centro de Aracaju.
Na manhã de ontem (22), a Secretaria de Segurança Pública de Sergipe divulgou uma determinação do poder judiciário para a suspensão imediata da greve, sob pena da aplicação de multa diária, além de sanções administrativas. Em seguida, o Sindicato dos Policiais Civis do
Estado de Sergipe (Sinpol), divulgou nota informando que houve uma confusão nas datas e que essa determinação refere-se a outro movimento.
O diretor do Sinpol, Arlindo Sena (foto ao lado), esclareceu que a determinação foi para os servidores do Instituto Médico Legal de Sergipe (IML), que estão em operação padrão há mais de uma semana. Com isso, a greve dos policiais civis está mantida, com previsão de início amanhã (24), conforme comunicado feito ao governo do Estado no último dia 21, e divulgado na mídia.
De acordo com informação do sindicato, a Polícia Civil conta com 1200 trabalhadores em todo estado e com a greve será mantido o percentual previsto em lei, de 30%.
Reivindicações
A decisão em paralisar as atividades ocorreu durante assembleia realizada no último dia 20. A classe aguardava um posicionamento do Governo do Estado e, de acordo com o presidente do Sinpol, Antônio Moraes, o governo apresentou a mesma proposta que havia apresentado anteriormente. Segundo ele, a categoria não podia mais esperar após mais de um mês tentando negociar com a administração estadual.
A proposta sindical apresentada pela categoria ao governo pede a criação de uma nova Lei Orgânica da Polícia Civil, que prevê a incorporação da Coordenadoria Geral de Perícias (Cogerp) à Polícia Civil, transformando-a em um Departamento de Perícia Policial, e da proposta salarial integrada para servidores policiais civis e servidores da Cogerp, além do pagamento de reajustes lineares.
Segundo o a direção do Sinpol, com a proposta de subsídio apresentada pelo governo, a categoria perde todas as gratificações. ”Nós apresentamos uma nova proposta, mas o governo se mostrou irredutível. A representante do governo e superintende da SSP, Katarina Feitosa, reuniu os policiais e disse que não havia mais discussão, já estava definido”, afirmou Arlindo Sena.
Por meio de nota, o Governo do Estado disse que recebeu as categorias para se manifestar quanto às contrapropostas apresentadas pelos sindicatos em relação ao estudo do Governo para reestruturação das carreiras.
Quanto aos servidores da Coordenadora Geral de Perícias (Cogerp), o Governo de Sergipe informou que atendeu o pleito da categoria (reivindicado na manifestação denominada Operação Padrão), assegurando através de um decreto a permanência dos servidores em situação de desvio de função naquela instituição.
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Fotos: Aline Aragão

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