Greve dos professores pode afetar mais de 30 mil alunos em Aracaju
Cotidiano 01/09/2017 11h30 - Atualizado em 01/09/2017 11h30

Por Fernanda Araujo

Os professores da rede pública de Aracaju (SE) entram em greve por tempo indeterminado, a partir desta sexta-feira, 1º de setembro. A decisão da categoria é consequência do anúncio do prefeito Edvaldo Nogueira, por meio da Comissão de Negociação da Prefeitura, de que este ano não haverá reajuste do valor do Piso Nacional do salário.

A rede municipal é composta por mais de 1.600 professores e a paralisação deve afetar mais de 30 mil alunos do ensino fundamental das 74 unidades. Das unidades, 41 estão funcionando com professores substitutos, 22 escolas não aderiram à greve e 11 já estão com as aulas suspensas, entre elas a escola Presidente Vargas, no bairro Siqueira Campos, zona Oeste da capital.

A categoria cobra a negociação do piso nacional do magistério deste ano, que já foi determinado pelo Ministério da Educação (MEC), através de portaria, em janeiro. O Sindicato dos Profissionais do Ensino do Município (Sindipema) aponta que o salário atual dos professores em nível médio (inicial) é de R$ 2.135,64, vigente em 2016. Com o reajuste concedido pelo MEC de 7,64% - o menor desde 2008 quando o Piso foi implantado – o salário passaria a R$ 2.298,80.

“O motivo da paralisação não é só a questão do piso salarial, além disso, temos a questão da segurança, os professores estão sendo assaltados - inclusive dentro da própria sala de aula - como também melhorias na infraestrutura”, lamenta Magna Araújo, vice-presidente do sindicato da categoria (Sindipema).

Desde o início do mês de agosto os professores já ameaçavam atrasar o segundo semestre, eles chegaram a paralisar por cinco dias. Nesse período houve alguns avanços nas negociações com a prefeitura a respeito de outros itens da pauta de reivindicação, no entanto, sobre o pagamento do piso não houve consenso.

O Sindipema enviou contraproposta de que o percentual de 7,64% seja concedido nos salários de setembro até dezembro, e que o retroativo de janeiro a agosto seja negociado.

“Mas a prefeitura colocou proposta para que a categoria esperasse 18 meses, e só em 2018 nos meses de junho e julho é que poderia sentar conosco. Vamos fazer uma nova assembleia às 9h30, na próxima terça-feira para avaliar o movimento, esperamos que até lá a Secretaria de Educação e o prefeito nos convoquem e tenham nova rodada de negociação”, afirma Magna.

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) disse que a PMA apresentou o estudo do impacto financeiro ao sindicato de forma detalhada e com transparência, e repetiu que a gestão não tem possibilidade de conceder o reajuste, “tendo em vista que teria que pagar não somente aos servidores ativos, mas também aos inativos, o que colocaria em xeque o pagamento de salários e continuidade dos serviços básicos restabelecidos para o funcionamento da rede da Educação de Aracaju”, escreve.

A assessoria da Semed afirma ainda que todos os outros itens da pauta de reivindicação já foram encaminhados. Questionada se pode pedir ilegalidade da greve, a secretaria diz que o momento é de diálogo, que está aberto com a categoria.

Foto: arquivo Semed

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