Greve Geral: Médicos manifestantes encontram SMS com as portas fechadas
João Augusto acredita em estratégia dos gestores para impedir o ato Cotidiano 11/07/2013 10h17Por Laís de Melo
Os médicos de Sergipe que aderiram à greve geral que está parando todo o Brasil nesta quinta-feira (11) encontraram os portões da Secretaria de Estado da Saúde fechados e nenhum funcionário presente. Mas, mesmo com a ausência dos gestores públicos, os médicos continuaram fortalecidos para reivindicar melhores condições de trabalho nos hospitais públicos do estado, e alertar a sociedade de que o problema está no sistema. O ato teve início às 7 horas de hoje, seguindo em caminhada até o Hospital João Alves Filho.
O presidente do Sindicato dos médicos de Sergipe, João Augusto Alves, acredita que o não funcionamento da secretaria neste dia, foi estratégia da gestão para que o ato não acontecesse. “Essa é uma atitude completamente errada. Eles são gestores políticos e a greve é para trabalhadores. Mas vamos continuar aqui simbolicamente”, disse durante o ato.
Cerca de 50 médicos estiveram presentes na manifestação, formando um grupo de doutores indignados também com o veto da presidenta Dilma Rousseff sobre o Ato Médico nesta quarta-feira que se passou (10). João Augusto disse que houve um desânimo muito grande por parte dos médicos sergipanos. “Com o veto, não precisa mais fazer medicina pra atuar como médico, então, isso daí derrubou muita gente”, disse.
Essa é uma das pautas da manifestação dos médicos hoje. “Dilma está sendo contra os médicos, claramente. Vamos lutar pela carreira médica. Nós vamos lutar pela sanção do Ato Médico, porque ainda depende do Congresso Nacional. O congresso ainda pode derrubar o veto dela”, disse João Augusto.
O presidente do Sindimed observou uma preocupação nas consequências das próximas semanas. De acordo com ele, estão sendo discutidos dois movimentos, um de paralisação de toda a rede particular, para que todos utilizem apenas a espera pública e percebam que o problema não está nos médicos. E outro, defendido pelo sindicato, de paralisação da rede pública. Questionado sobre como ficaria os pacientes, ele respondeu que essa é a grande preocupação. “A preocupação é os pacientes, mas o governante não está preocupado com isso. O governante coloca um enfermeiro para fazer o papel do médico”, disse.
Fotos: Laís de Melo

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