Greve Geral preocupa entidades empresariais
Cotidiano 04/12/2017 17h39A fim de evitar ações que prejudiquem o setor produtivo, devido à Greve Geral em protesto à Reforma da Previdência, prevista para acontecer nesta terça-feira (5), representantes da Associação Comercial e Empresarial de Sergipe (Acese), juntamente com a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), se reuniram nesta segunda-feira (4), para deliberar sobre a situação de forma que a indústria, comércio e setor de serviços não sejam atingidos.
A preocupação dos empresários e lojistas é que os respectivos estabelecimentos tenham queda no desempenho nas vendas e negócios em geral, além do risco de terem as lojas depredadas. Para as entidades, toda manifestação é válida, desde que não interfira na liberdade de ir e vir do cidadão e prejudique a cadeia produtiva. Diante da situação, as entidades avaliaram, de maneira coletiva, os meios legais de enfrentamento à Greve.
De acordo com Marco Aurélio Pinheiro, presidente da Acese, o movimento prejudica o setor produtivo em geral, incluindo trabalhadores. “Queremos garantir que, através das liminares sejam cumpridas, solicitando ao Estado que o direito constitucional de ir e vir da população seja exercido. Fechar rodovias federais, estaduais, empresas de ônibus e outras localidades impede os legítimos trabalhadores de desempenharem o seu papel, sobretudo no momento que a economia começa a se recuperar e em um mês tão importante para o comércio”, observa.
O presidente da CDL Aracaju, Brenno Barreto, destaca a importância do fim de ano para o Centro Comercial, os lojistas e consumidores. “A mobilização é aparentemente eleitoreira, realizada por sindicatos e outros movimentos que não demonstram preocupação com o bem estar ou melhoria das condições trabalhistas. Isso causará transtorno para a população, por isso, estamos buscando meios de dialogar, de forma que os prejuízos sejam minimizados. É um cuidado que devemos ter para não transformar o interesse único de uma categoria, em um problema com a população”.
Devido à conjuntura, as instituições representantes do setor produtivo em Sergipe, construíram um manifesto, em repúdio ao movimento.
MANIFESTO
No momento em que a economia começa sinalizar recuperação, os núcleos de algumas entidades que dizem representar a classe trabalhadora, promovem mais uma Greve Geral, a relizar-se nesta terça-feira, 5 de dezembro. A ação, como revela o histórico de situações anteriores, tem por objetivo, inclusive, o fechamento das garagens das empresas de ônibus, como meio a obter adesões involuntárias.
Diante da circunstância, a Associação Comercial e Empresarial de Sergipe – ACESE, CDL e Fecomércio-SE convidam as demais entidades patronais representantes do setor produtivo, para deliberar sobre a situação, encabeçada por esse movimento que prejudica o comércio, as vendas, a empregabilidade e, consequentemente, o desenvolvimento econômico e social do nosso estado.
As entidades empresariais reiteram que o direito à greve é importante e deve ser respeitado. No entanto, a mobilização deve ocorrer de forma ordeira, sem fechamento de vias públicas, obstrução às garagens de ônibus ou coação a trabalhadores que simplesmente querem trabalhar. Importante ressaltar que o cidadão comum está bastante prejudicado com esses atos de excesso, pois deixam de ter acesso, por exemplo, a consultas médicas e/ou cirurgias, que estavam marcadas há meses.
O mês de dezembro é fundamental para os trabalhadores, a indústria e o comércio. Dessa forma, a ACESE, CDL e Fecomércio-SE enxergam que a tentativa de paralisação é eminentemente política, movida exclusivamente por sindicatos ligados à movimentos políticos partidários, o que pode vir a prejudicar os colaboradores do comércio, indústria e o setor de serviços.
Como instituições do setor produtivo, a ACESE, CDL e Fecomércio-SE defendem, diuturnamente, os ideais e objetivos econômico-sociais dos segmentos que representa. Também valoriza o progresso de ações empresariais, visando a evolução da livre empresa, o aprimoramento das relações entre as entidades congêneres e a prosperidade do estado. Por isso, repudia qualquer ato que prejudique os verdadeiros trabalhadores e o setor produtivo no estado.
Fonte: Asscom Acese

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