Greve: Servidores públicos paralisam a partir da próxima semana
“Lugar de preguiçoso e irresponsável é em casa”, diz Sintrase
Cotidiano 08/05/2013 11h55

Por Fernanda Araujo

Após uma longa programação de atos públicos na capital desde o início do ano, na tentativa de uma negociação com o Governo de Sergipe para implantação do PCCR, os servidores públicos do Estado decidiram paralisar as atividades por tempo indeterminado a partir das 6h de segunda-feira (13), como alertado.

Na manhã de hoje (8), os trabalhadores ligados ao Sindicato dos Trabalhadores nos Serviços Públicos deSergipe (Sintrase) se manifestaram em frente ao Palácio dos Despachos, antes da assembleia geral marcada para as 9h30. Munidos de faixas, bandeiras e carro de som, e com a apresentação do grupo de teatro Companhia Gentileza de Artes Integradas os servidores fecharam a rua e proferiram palavras de ordem para o início da greve.

“A greve não vai ser fraca não viu. O governador preste atenção, o seu nome todos os dias a partir de segunda-feira vai estar na rua como sendo um cara que traiu todas as expectativas e perspectivas de vida do servidor público, da administração geral e das escolas públicas”, adverte Waldir Rodrigues, presidente do Sintrase.

Sem nenhuma negociação, nem mesmo contraproposta do governo, Waldir declara que a atual gestão está cheia de pessoas preguiçosas e irresponsáveis. “O governo abre a boca pra dizer que está quebrado, se está quebrado peça pra sair e vá pra casa, lugar de preguiçoso, de irresponsável, e de pessoas que não dão a mínima para o povo pobre do Estado de Sergipe é em casa aproveitando as aposentadorias gordas e as demais coisas que conseguiram nos últimos seis anos e meio. Não é lugar no Palácio”.

Segundo o presidente são 15 mil servidores no Estado somente na base do Sintrase, que recebem salários que vão de R$ 622 a R$ 821. Desde 2010 que o PCCR foi prometido e nada foi feito. Elisson Vieira é merendeiro de uma escola no município de Nossa Senhora de Lourdes. Ele prestou concurso público em 2008, e segundo ele, mesmo sabendo que o salário seria pouco esperava-se melhorias. “Mais de nove municípios tem plano de carreira, como Alagoas, e o Estado de Sergipe ainda não tem. Sou pai, tenho três filhos para criar e mesmo assim recebo no final do mês 540 reais”, lamenta.

O deputado estadual, capitão Samuel, que apóia o Sintrase esteve presente na manifestação e afirmou que o diálogo com o governo deve ser aberto. “Eu não concordo quando o governo não dialoga, porque quando não dialoga os movimentos só tem um caminho, a greve. E aí quem sofre é a população. O diálogo tem que ser mantido aberto eternamente. Com o dinheiro que nós temos no Estado, fazer aquilo que o governo puder fazer com as categorias e a sociedade”.

No calendário de luta da categoria já está marcada a próxima manifestação no primeiro dia de greve, dia 13, as 7h na Seplag, já na terça será a vez da Sefaz no mesmo horário. “Não vamos parar, vamos fazer manifestações pesadas, não vamos poupar ninguém. Será o maior apitaço que a Seplag já viu. Depois vamos divulgar outras manifestações, será movimento surpresa”, diz Waldir.

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