Guardas prisionais ainda lutam por isonomia salarial
Cotidiano 22/01/2014 18h00

Por Laís de Melo

Na manhã desta quarta-feira (22) o governo do Estado de Sergipe outorgou aos agentes prisionais, e entidades ligadas ao serviço, medalhas de honra ao mérito em um evento na Escola de Gestão Penitenciária, antiga casa de detenção. Segundo o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários (Sindpen), Edilson Souza, esse ato significa um incentivo maior aos trabalhadores, porém a categoria continua insatisfeita por não ter conseguido ainda a isonomia salarial.

“Como é que eu tenho 29 anos de serviço, exerço a mesma função de outro que tem 12 anos e ele ganha R$ 1.145 mil a mais do que o meu salário?”, indagou Souza. No dia 09 de junho passado, representantes do sindicato se reuniram com o governador Jackson Barreto, que na época estava assumindo interinamente o cargo, mas não houve nenhum avanço até hoje, de acordo com ele.

Edilson revelou que o governo prometeu ainda neste mês de janeiro que irá se reunir novamente com a classe para tomar as devidas providências. “O governo entende que tem que ser corrigido isso e esperamos que ele faça o mais rápido possível”, acrescentou.

Por outro lado, o secretário de Justiça e do Consumidor do Estado, Benedito de Figueiredo (foto à direita), que se despediu hoje do comando da SEJUC, disse que eles não conseguirão essa ascensão, porque a lei que beneficiou a apenas alguns desses agentes no ano de 2004 foi declarada inconstitucional. “O que aconteceu foi que houve um apadrinhamento de alguns agentes e é claro que esses outros, que não foram beneficiados, acham que têm que ter o mesmo direito, mas o difícil é a compreensão deles de que isso não pode ser resolvido”, disse. 

O vice-presidente do Sindpen, Marcelo Soares, foi mais além e disse que existe uma precariedade no sistema penitenciário não só em Sergipe, mas no Brasil como um todo, e a categoria está insatisfeita com isso. “Os gestores de forma geral do Estado pouco olham para as condições estruturais das cadeias”, disse. Para ele, reforma nas estruturas de todas as penitenciárias auxiliaria diretamente no trabalho dos agentes.

Benedito Figueiredo, por sua vez, discorda disso e não acredita que haja realmente a insatisfação. Para ele, a questão do salário é normal porque toda categoria está em busca de melhorias, mas quanto às instalações penitenciárias, Benedito citou diversas reformas que foram realizadas durante a sua gestão, como a cadeira pública do município de Estância, o Presídio Feminino de Nossa Senhora do Socorro, a cadeia de Areia Branca, dois pavilhões do COPEMCAN que foram entregues, entre outros. “Se existir insatisfação nesse sentido é diminuta”, concluiu.

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