Há mais de um mês diabéticos não conseguem insulina no Case
Cotidiano 22/01/2016 13h45Por Aline Aragão
Pacientes diabéticos estão há 38 dias sem insulina glargina, que é disponibilizada no Centro de Atenção à Saúde de Sergipe (Case), em Aracaju. A denúncia partiu do vice-presidente da Associação Sergipana de Proteção ao Diabetes, o médico Raimundo Sotero, que fala em nome de vários pacientes que o procuraram desesperados. Segundo ele, o Case não tem oferecido o medicamento, o tipo mais caro e mais potente, usado por aqueles pacientes que não podem ficar sem a medicação, sob risco de entrar em coma e morrer.
“Pra eu chegar a procurar a imprensa, pode saber que a coisa não está boa. Os pacientes chegam desesperados ao consultório, sem saber o que fazer. A situação não está pior porque existe um calendário de entrega, mas, se continuar assim, vai ser um caos total”, disse.
O paciente José dos Santos faz uso da glargina e diz que tem apenas doses para sete dias. Além da falta da medicação, ele reclama do atendimento e da forma como os idosos são tratados. “Hoje não existe fila preferencial no Case, tenho 65 anos e quando tenho que pegar remédio saio de casa às 5h da manhã, enfrento uma fila gigantesca. As pessoas parecem que trabalham irritadas e com má vontade, gritando o tempo todo”, relata.
Seu José diz que o que mais irrita é passar a manhã toda na fila e somente quando chega ao balcão de atendimento é que recebe a informação de que não tem a medicação. “Se não tem, pra que fazer a gente esperar tanto, podiam deixar um aviso na parede, mas preferem nos fazer de palhaços, isso é revoltante, você perde a manhã e vai pra casa sem o remédio”, reclama.
Além da insulina, seu José, que já sofreu um infarto, recebe no Case uma medicação para o coração. A receita autoriza a entrega de três caixas, mas sempre que vai buscar só recebe uma. Ele diz que sempre que pergunta o motivo, a informação que recebe é de que esse é o procedimento e se estiver achando ruim que procure a direção. “Eu assino que estou recebendo três caixas, mas saio apenas com uma, o meu questionamento é simples, o que eles fazem com as outras duas caixas?”.
Sotero diz que são muitos os casos como o de seu José e pede a colaboração da imprensa para divulgar o caos que existe no Centro de Atenção, para que dessa forma, alguma providência seja tomada. “Conheço cinco jornalistas que fazem uso de insulina, e sabem a realidade que é o Case, será que eles têm privilégios, porque não falam nada em suas colunas? Toda sociedade precisa se unir para que as coisas funcionem como têm que ser. O que estou cobrando aqui não é um favor, mas apenas que seja cumprido o que é de direito dos pacientes”, afirmou.
F5 News procurou a assessoria de comunicação da Secretaria de Estado da Saúde, mas não obteve êxito até a publicação dessa matéria. O portal continua a disposição para esclarecimentos.
*Colaborou Fernanda Araujo
Foto: arquivo F5 News

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