Hepatites Virais: Enfermidades a serem tratadas com cautela
Muitas vezes, as doenças não apresentam sintomas Cotidiano 27/07/2012 12h30Por Míriam Donald
Em 28 de julho é celebrado o Dia Internacional em Combates às Hepatites Virais e, para marcar a data em Sergipe, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), através do Programa de Combate as Hepatites Virais, realizou programação destinada aos profissionais de saúde, salões de beleza e tatuadores, áreas de grande risco de contaminação.
Na tarde da próxima segunda (30) ocorrerá uma oficina no Centro de Convenções (CIC) para profissionais de beleza, tatuadores e aplicadores de body piercings, onde será discutido o tema “Hepatites Virais e suas Interfaces”, além da disponibilização da vacina contra a Hepatite tipo B.
A ideia da data é chamar atenção dos países sobre a importância da conscientização e do entendimento da população sobre essas doenças virais que provocam a inflamação do fígado, órgão responsável por filtrar doenças nocivas do organismo. No primeiro semestre desse ano, Sergipe registrou 26 casos de Hepatite C, a mais grave das hepatites e silenciosa, pois os sintomas só se manifestam do primeiro ao sexto mês da doença instalada - e às vezes nem se manifestam.
De acordo com a coordenadora do Programa em Combate às Hepatites no Estado, a dentista Áurea Nunes Melo, há muitos casos de Hepatite C em que a pessoa só descobre quando vira um câncer e isso não é incomum. Ela ainda informa que além de atingir profissionais da saúde, da beleza, tatuadores e body piercings, que trabalham diretamente com instrumentos propícios a contaminação, os caminhoneiros, bombeiros, policiais, gays, profissionais do sexo e lixeiros também estão suscetíveis à contaminação.
Para isso, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza vacinação gratuita que é dividida em três doses e só deve ser feita da faixa etária entre um e 29 anos, exceto quando a pessoa se incluir em um destes grupos de maior vulnerabilidade. Além das vacinas, medicamentos também são gratuitos. “O tratamento e lento e há casos de hepatite crônica, onde a medicação traz alguns efeitos colaterais como na pele e depressão. O paciente então carece de acompanhamento com psicólogo”, diz.
Questionada sobre as expectativas do programa, Áurea diz que, comparado a outros estados como São Paulo ou Rio Grande do Sul, onde a Hepatite C é alta, o programa em Sergipe está atingindo as expectativas. “Aqui os maiores casos aparecem na capital ou municípios próximos, como Itabaiana e Socorro”, afirma.
Sexualmente transmissível
Ao contrário das Hepatites A e C, a Hepatite B pode ser transmitida sexualmente. Segundo o médico Almir Santana, responsável pelo Programa DST/AIDS, o vírus da hepatite B, o VHB, está presente no sangue, no esperma e no leite materno. Como na maioria dos casos da Hepatite C, a B também não apresenta necessariamente sintomas. Quando eles ocorrem, os mais freqüentes são cansaço, tontura, enjoo, vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.
Estima-se que cerca de 300 milhões de pessoas no mundo estão infectadas com o vírus da Hepatite B e aproximadamente 170 milhões com Hepatite C. “É importante que sempre haja prevenção, uso de preservativos e o não compartilhamento de objetos de higiene pessoal como lâminas de barbear e depilar, escova de dente, alicates de unhas e outros instrumentos cortantes”, aconselha Almir.

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