Homem que fez servidor público refém passava por surto psicótico, diz polícia
Agressor já foi preso por homicídio e cumpria pena em liberdade Cotidiano 13/07/2017 15h45 - Atualizado em 13/07/2017 16h52Por F5 News
O corpo de Gilvando Santos, 37, foi sepultado na manhã desta quinta-feira (13), no município de Simão Dias, Sul de Sergipe. Vandinho, como era conhecido, foi morto durante ação policial no início da tarde de ontem, depois de invadir a sede da Secretaria de Assistência Social do município e manter um funcionário refém por mais de três horas.
No final da manhã, agentes da PC e do Comando de Operações Especiais (COE) negociavam a liberação do servidor público, João de Deus, e conseguiram se aproximar do suspeito, que resistiu e foi baleado. Ele foi socorrido para o hospital da cidade, mas faleceu. A vítima também ficou ferida em uma das mãos e na região do pescoço, mas recebeu atendimento médico e foi liberada.
Segundo o delegado de Simão Dias, Clever Farias, a polícia não tem conhecimento sobre a acusação de estupro contra Gilvando, como foi alegado pelo próprio durante a ameaça. Ainda de acordo com o delegado, o homem apresentava características de quem passava por um surto psicótico.
“Ele se separou da companheira há cerca de um mês e, segundo familiares, vinha apresentando um quadro agressivo. Chegou inclusive a procurar um padre e um advogado. Ontem foi à secretaria e rendeu o funcionário, alegando ter sido acusado de estupro por jovens que moravam no prédio, onde antes funcionava um abrigo, mas isso não procede, ninguém nunca ouviu falar sobre isso, ele surtou e criou essa ideia de perseguição”, afirmou o delegado.
O delegado disse ainda que a atuação da polícia foi precisa e necessária, já que a vítima estava sob risco iminente de morte. “Já estávamos negociando há mais de três horas, e ele dava indícios de que a qualquer momento poderia ferir o refém com a faca. A polícia agiu de forma correta, usando todas as técnicas de gerenciamento de crise para salvar o refém”, disse.
Gilvando era ex-presidiário e cumpria pena em liberdade por um homicídio praticado em 2014 no mesmo município.

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