Hospital do Câncer reforça a esperança de pacientes em Sergipe
Serviço de terraplanagem continua e não há previsão para construção Cotidiano 04/02/2015 15h00Por Fernanda Araujo*
O Dia Mundial do Câncer é lembrado hoje, 4 de fevereiro. E é por causa dessa doença que instituições sem fins lucrativos, como o Grupo de Apoio à Criança com Câncer (Gaac) e a Associação dos Amigos da Oncologia, não medem esforços para ajudar os pacientes que, na maioria das vezes, não possuem apoio governamental.
Porém, uma esperança nesse sentido surge com a construção do Hospital do Câncer em Aracaju (SE), estipulado pelo Governo em cerca de R$ 85 milhões, planejado para aumentar a assistência em até 200 leitos, desafogar o Hospital de Urgência de Sergipe e dar reforço a essas entidades que nem sempre têm condições financeiras e estruturais para atuar com todos os seus pacientes.
"Nós que acompanhamos o dia-a-dia desses pacientes sabemos dessas dificuldades. A demanda é grande e a estrutura não comporta a procura. Já houve casos de pacientes que sofreram muito com a falta de continuidade no tratamento. Alguns, infelizmente, chegaram a morrer", reforça Ula Ribeiro, presidente do Gaac.
A ordem de serviço para o início das obras de construção do hospital, como terraplanagem do terreno, havia sido a
ssinada no dia 24 de janeiro de 2014. O prazo para a execução desta fase era de seis meses, porém, o serviço de terraplanagem ainda continua sendo realizado, após 12 meses do início das obras.O que dificulta ainda mais a construção do hospital são os recursos. Uma emenda solicitada pela bancada sergipana, no valor de R$ 35 milhões, em janeiro deste ano, foi negada pelo Ministério da Saúde porque o Governo ainda não apresentou o projeto com a nova fase da obra. Até o momento, apenas foram autorizados R$ 11,9 milhões do Proinvest e R$ 20,8 milhões – esta última emenda do senador Eduardo Amorim aprovada em 2011 -, que juntos somam R$ 32,7 milhões.
Estes valores estão parados, até o momento, na Caixa Econômica, mas para que sejam liberados é preciso iniciar a obra de construção de toda a estrutura física do prédio, projeto elaborado há mais de um ano e meio. Além disso, para efetivar a obra, terá que ocorrer a abertura do processo de licitação, edital ainda não lançado pelo Governo.
Para Ula Ribeiro, a falta de um hospital de referência prejudica também a forma de apoio que a instituição oferta aos seus assistidos e crê que com o hospital melhore a oferta de exames especializados.
Segundo o secretário de Estado da Saúde, Zezinho Sobral, a demora na execução da obra se dá pela sua complexidade, que precisa contemplar as leis do Ministério da Saúde, envolvendo ainda a construção mais delicada da radioterapia. “Ele agora está em sua fase final, aguardando a Caixa autorizar a sua construção. A segunda fase é equipar, que é uma etapa também muito complicada. Mas é preciso destacar: enquanto se faz a licitação da obra, se conclui a obra, se equipa e se estabelece a gestão, teremos um lapso temporal. Isso precisa ser considerado”, completa.
*Com informações do Cinform
Foto: Jorge Reis/arquivo
Foto 2: divulgação SEES/ arquivo

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