HTLV-1: vírus da família do HIV está presente em Sergipe
Cotidiano 17/04/2018 16h00Por F5 News
Apesar de pouco conhecido o HTLV-1, considerado o primo do HIV, atinge cerca de dois milhões de brasileiros, segundo o Ministério da Saúde, e também está presente em Sergipe. O vírus pode ser transmitido pela relação sexual sem preservativo, pelo uso compartilhado de seringas, agulhas e outros objetos cortantes e também pelo aleitamento materno.
A Secretaria de Estado da Saúde (SES), através do Programa IST/Aids, faz um alerta à população para a prevenção do HTLV-1 que, também como o HIV, ainda não tem cura.
Segundo o médico Almir Santana, gerente do programa IST/Aids da SES, o vírus ataca o sistema nervoso da pessoa infectada – ao contrário do HIV, que atinge o sistema imunológico -, ocasionando fraqueza principalmente nos membros inferiores, podendo levar até a uma paralisia.
“Assim como o HIV, ainda não há cura para o HTLV-1 e o tratamento é apenas sintomático, portanto, precisamos divulgar mais a existência desse vírus para que as pessoas se previnam, evitando a infecção. Além de usar preservativo nas relações sexuais, deve-se ter cuidado com o compartilhamento de seringas, com a transfusão de sangue e o aleitamento materno, já que o vírus pode ser transmitido da mãe para o bebê”, alerta Almir.
Ele diz ainda que o vírus HTLV-1 está sendo detectado em bancos de sangue, no momento em que a pessoa voluntariamente vai doar e passa por uma série de exames. Em Sergipe, os pacientes infectados pelo vírus são assistidos pelo Hospital Universitário (HU).
“Quando uma pessoa vai doar sangue, em Sergipe no caso é no Centro de Hemoterapia, ela faz vários exames e há um que detecta o HTLV-1. Se der positivo, o paciente é encaminhado para o HU e lá ele recebe o devido tratamento. Lembrando que não há cura para o vírus e, por isso, a prevenção é ainda mais importante”, ressalta o gerente do Programa IST/Aids.
Consequências
De acordo com o MS, quem se infecta com o vírus HTLV-1 pode desenvolver problemas neurológicos degenerativos, com dores nas batatas da perna, na parte mais baixa da coluna e também ter dificuldades em defecar e urinar.
Em casos mais graves, o portador do vírus pode perder a capacidade dos membros inferiores. Além disso, a pessoa infectada pode manifestar alterações sanguíneas, como leucemia ou linfoma.
*Com informações da SES

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