HU está em projeto internacional para detecção do câncer
Profissionais de saúde envolvidos serão treinados e estarão no patamar desejável pela OMS Cotidiano 08/08/2018 11h15 - Atualizado em 08/08/2018 12h29O Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS), filial da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), iniciou a sua participação em um projeto multicêntrico, ou seja, com contribuição de vários centros de investigação para o diagnóstico precoce do câncer.
A convite do Instituto Nacional de Câncer (Inca), que é o órgão auxiliar do Ministério da Saúde no desenvolvimento e coordenação das ações integradas para a prevenção e o controle do câncer no Brasil, o HU-UFS passa a integrar um grupo do qual fazem parte representantes da Ásia e América Latina, incluindo instituições brasileiras como o próprio Inca e as universidades de São Paulo (USP) e a de Minas Gerais (UFMG).
Capacitação
De acordo com a superintendente do HU-UFS, Angela Silva, inicialmente profissionais do hospital serão capacitados pelo Inca para a realização do diagnóstico precoce do câncer. “Com isso, eles estarão ocupando o mesmo patamar que os profissionais do Japão. Tivemos nesta semana uma videoconferência, transmitida da Nova Zelândia e coordenada pelo Japão, na qual foi feito o primeiro contato dos grupos de países participantes”, informou a superintendente.
Para ela, a população terá a prerrogativa de um diagnóstico de câncer muito precoce, já que os profissionais de saúde envolvidos serão treinados e estarão no patamar desejável pela Organização Mundial da Saúde.
Essa informação é reforçada pelo médico oncologista Carlos Anselmo Lima, chefe do Setor de Gestão de Ensino do HU-UFS e integrante do projeto. “A videoconferência foi um primeiro contato com um grupo que desenvolve teleconferências com a América Latina e com a Ásia, basicamente relacionado com procedimentos endoscópicos de alta complexidade. O objetivo inicial desse contato é que o HU poderá participar de um projeto internacional para detecção de câncer colorretal, juntamente com o Japão e outros países da América Latina”, pontuou Carlos Anselmo.
O médico explicou que foram discutidos procedimentos em câncer, inicialmente de esôfago e estômago, mas que a intenção futura é concretizar uma parceria para detectar precocemente o diagnóstico de câncer colorretal. “Como a incidência do câncer colorretal está crescendo, acredita-se que com a detecção precoce seja possível tratar melhor os pacientes, proporcionando-lhes maiores chances de cura e de sobrevida”, destacou.
Tecnologia da Informação
“Para esse projeto, é de grande importância o suporte técnico da Tecnologia da Informação, que tem fundamental participação no HU-UFS para a preparação e controle das videoconferências, utilizando alta tecnologia. Além das videoconferências, ficou clara a possibilidade de treinamentos fora do estado ou com pessoas vindo até Sergipe para proporcionar presencialmente o conhecimento. Assim, o hospital, e principalmente os pacientes, têm muito a ganhar com o estabelecimento dessa parceria”, complementou Carlos Anselmo.
O público-alvo do projeto é formado por endoscopistas, anestesiologistas e por todos os especialistas que lidam com o câncer e epidemiologia. “A grande vantagem da participação do HU é aprender coisas novas relacionadas à detecção precoce de um tipo de câncer que está em crescimento em países como o Brasil. Para o paciente usuário do Sistema Único de Saúde, o benefício é o diagnóstico precoce, que é muito importante para aumentar a sua chance de cura”, finalizou o médico.
Por Assessoria de Imprensa

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