Huse dobra capacidade de atendimento com nova unidade de radioterapia
Cotidiano 05/04/2018 12h00 - Atualizado em 05/04/2018 12h07Por Saullo Hipolito*
Depois de 17 anos, Sergipe recebe novas máquinas de radioterapia. Com uma luta de três anos, enfim o Grupo Mulheres do Peito pode comemorar a entrega, nesta quinta-feira (5), da nova unidade de Radioterapia, localizada no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), no Capucho, zona Oeste de Aracaju.
Sergipe passa a ter três máquinas de radioterapia (uma sendo consertada após cerca de 80 dias parada) para atender a demanda dos pacientes oncológicos locais e de outros estados.
A entrega do bunker e do novo acelerador linear promete melhorar o atendimento dos pacientes de todo território sergipano e de estados vizinhos.
Segundo o superintendente do Huse, Luiz Eduardo Prado, as funções diárias de radioterapia serão duplicadas para 140. “Com um aparelho muito mais ágil e desenvolvido, que poderá zerar a fila de espera mais rapidamente”, disse Eduardo.
No momento, segundo o superintendente, há 250 pacientes na fila de espera, um número bastante expressivo.
Jesus Bianchi, primeiro paciente a utilizar a nova máquina de radioterapia, ainda quando estava em fase de testes, em dezembro, afirma que se sente mais confiante. “Estou muito feliz, agradeço a Deus. A espera foi longa, mas valeu a pena, estou na minha 13ª sessão de 35 e espero minha recuperação o mais rápido possível”, disse o paciente, que aguardou cerca de quatro meses para o início do tratamento.
A presidente do Grupo Mulheres de Peito, Sheila Galba (foto), afirma que a entrega irá melhorar o atendimento aos pacientes e aliviar uma preocupação com a possibilidade de novos casos em Sergipe.
“É um passo importantíssimo, até porque estão previstos cinco mil novos casos de câncer para Sergipe e para Aracaju mil e quinhentos casos de câncer. Sabemos que duas máquinas é pouco para essa demanda, mas melhora”, afirma.
Para receber o novo acelerador linear, o Ministério da Saúde investiu R$ 2.129.997,03 na construção do bunker, a obra integra o Plano de Expansão do Ministério. Os aparelhos recebidos pelo Huse são 3D, ou seja, mais avançados do que o do Hospital de Cirurgia, que é 2D.
Com saudades, mulheres que perderam suas vidas há três anos nessa luta foram lembradas por Galba: Ivinha Leite, Adriana Costa, Conceição, Neinha, Sara Núbia e dona Valdelice.
“Vale lembrar que o tratamento oncológico não se restringe à radioterapia, queremos que o tratamento de quimioterapia avance, que não falte remédios, que exames sejam feitos regularmente e sem demora. Não é o número essencial de máquinas, mas já ajuda bastante.”, afirma a presidente Galba.
* Estagiário sob supervisão da jornalista Fernanda Araujo.
Fotos: F5 News

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