Huse vai abrir sindicância para apurar morte de paciente
Família diz que houve negligência Cotidiano 14/12/2017 18h00Por F5 News
O Hospital de Urgências de Sergipe (HUSE) informou nesta quinta-feira (14) que vai abrir uma sindicância administrativa para apurar as causas da morte de um paciente na segunda (11). A família do homem diz que houve demora no atendimento e acusa o hospital de negligência.
Segundo a direção do Huse, Cleilton Feitosa Godoi, 34, chegou ao hospital por volta das 8h50 da segunda-feira, se queixando de dor torácica leve e cansaço. Às 9h05 recebeu o primeiro atendimento, passou pelo acolhimento e foi para o atendimento médico. A profissional prescreveu a medicação e mandou que aguardasse na poltrona.
“Naquele momento ele não está com um quadro grave, já que ele mesmo andava e dizia o que estava sentindo”, afirmou o superintendente do Huse, Luiz Eduardo Correia.
Enquanto esperava pela medicação, o quadro de Cleilton se agravou. Um vídeo que o mostra caminhando de um lado para o outro na recepção do hospital foi divulgado nas redes sociais e revoltou internautas.
Segundo Luiz Eduardo, assim que o quadro do paciente evoluiu, os enfermeiros foram chamados e administraram a medicação que já havia sido prescrita pela médica. “Os medicamentos que ele tomou são protocolos para dor torácica, entre eles a morfina, ou seja, ele não passou mal por causa dos medicamentos que tomou. O agravamento do quadro dele pode ter sido culminado com uma história que está no prontuário, citada pelo próprio paciente e que não posso comentar em respeito ao sigilo médico”, disse.
O superintendente rebate as acusações de que houve negligência, mas disse que está abrindo uma sindicância administrativa e que vai enviar o caso ao Conselho Regional de Medicina (CRM) para averiguar o atendimento. Informou ainda que afastou a médica do plantão no Pronto Socorro, para que ela possa se defender.
“Ninguém vai fazer julgamento prévio, estamos fazendo isso para tirar qualquer dúvida que possa haver em relação ao atendimento desse paciente”, afirmou.
Segundo a esposa de Cleilton, a medicação só foi administrada depois que o quadro do paciente se agravou. Ela disse ainda que o marido já teve outras crises e usava uma medicação específica, mas negou que ele estivesse embriagado ou fazendo uso de drogas.
“Ele morreu segurando a minha mão, na hora que a enfermeira aplicou a morfina. Depois levaram ele e disseram que ele teve uma convulsão, mas eu sabia que ele já tinha falecido. Depois me deixaram o tempo todo sem nenhuma informação”, reclama.

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