I Congresso e V Encontro Sergipano de Síndrome de Down lota o CIC
Ideia é chamar a atenção da sociedade contra o preconceito Cotidiano 01/06/2012 15h10Por Fernanda Araujo
Os eventos coordenados pela Associação Sergipana dos Cidadãos com Síndrome de Down (Cidown) lotou o Centro de Convenções de Sergipe, nesta sexta-feira (1º). O I Congresso e V Encontro Sergipano de Síndrome de Down tiveram a participação de entidades governamentais e as palestras de dois especialistas nacionais em inclusão social: a jornalista e escritora Cláudia Werneck e o professor Romeu Kazumi Sassaki.
O evento, que segue até amanhã (2), traz palestras, oficinas, apresentações artísticas, sessões de perguntas e respostas e mesas redondas com o foco em Síndrome de Down. Com o tema ‘Sociedade Inclusiva’ e ‘Reconstruindo Paradigmas em Busca de uma Sociedade Inclusiva’, o encontro chama a atenção da sociedade contra o preconceito e a falta de educação.
“Esse congresso tem a importância de chamar atenção da sociedade, mudar os paradigmas nas famílias que têm pessoas com Síndrome de Down. O preconceito, entretanto, não é só para os que têm essa síndrome, mas também acontece para todas as deficiências - principalmente quando pensam em casamento, constituir família, ter filhos e estudar, por exemplo”, conta a diretora de assuntos científicos do Cidown, Ignez Aurora dos Santos Hora.
“Queremos formalizar a escola inclusiva, estabelecendo no Brasil menos desigualdade. Lembremos que Deus não escolhe os capacitados, mas capacita os escolhidos. Não pretendemos ser mais um caminho, mas sim um modelo. A inclusão deve começar na família”, aponta a coordenadora do evento, Kildere Guedes.
Até o ano de 2009 o Brasil possuía 300 mil pessoas com Síndrome de Down, segundo a pediatra e geneticista Zan Mustacchi, chefe do Departamento de Genética do Hospital Estadual Infantil Darcy Vargas, em São Paulo. De acordo com estudos na área, em 1959, a expectativa de vida da criança era de apenas 15 anos; mas após estudos científicos desenvolvidos para o seu tratamento, atualmente, os deficientes intelectuais podem chegar a 70 anos.
A jornalista Cláudia Werneck (foto abaixo) criou, em 2003, a Escola de Gente ‘Comunicação em Inclusão’ que chegou a ganhar o Prêmio de Direitos Humanos das mãos da presidenta Dilma Rousseff. “Crianças com deficiência e em situação de pobreza são alvos frequentes da discriminação e enfrentam preconceito em dose dupla”, resume. Segundo ela, a escola tem o objetivo de ensinar aos jovens que eles irão sempre se deparar com pessoas de variadas deficiências. Por este motivo, o preparo no ensino de inclusão deve ser levado a sério pelas famílias e pelo governo.

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