Idosos participam de evento carnavalesco no Palácio Olímpio Campos
Cotidiano 06/02/2013 18h49

Por Adriana Meneses

Na tarde dessa quarta-feira (06), dezenas de idosos participaram de um evento em comemoração ao Carnaval no Museu Palácio Olímpio Campos, localizado na Praça Fausto Cardoso, centro de Aracaju. A alegria e o sentimento de recordação dos antigos carnavais eram visíveis nos semblantes do público participante.

O grupo da melhor idade assistiu a uma palestra com o tema “Antigos Carnavais em Aracaju”, ministrada pelo historiador e pesquisador Murillo Melins, e conferiu ainda algumas imagens fotografadas por Lineu Lins, dos bailes carnavalescos que aconteciam nas décadas de 40, 50 e 60, em Aracaju. Em seguida, os idosos participaram de um pequeno baile de máscaras no hall de entrada do museu, ao som de marchinhas e frevos tocados pela banda da Polícia Militar.

Para o historiador e pesquisador Murilo Mellins, falar sobre os antigos carnavais de Aracaju é sempre um momento de muita recordação e saudosismo, onde os blocos de  rua e os bailes à fantasia nos clubes faziam a alegria dos foliões. “Era um tempo maravilhoso. Naquela época as pessoas se reuniam nas Praças Tobias Barreto ou Fausto Cardoso, além dos clubes como Iate, Vasco e Associação Atlética, e tudo era festa. Era uma brincadeira saudável, um tempo de muita alegria que só virava tristeza na Quarta-feira de Cinzas, quando acabava o Carnaval”, disse.

O historiador comentou também a diferença entre os Carnavais antigos em comparação aos dos dias atuais. Para ele, a inocência das décadas de 40, 50 e 60 já não existe mais. “Hoje é tudo muito diferente. Naquela época todo mundo brincava junto, não existia esse Carnaval dividido em bairros que parece até uma competição. O bom mesmo era ver Aracaju toda em um mesmo lugar brincando sem confusões. Antigamente usávamos lança-perfume para galantear, hoje as pessoas não sabem mais brincar”, afirmou.

 

Para o fotógrafo Lineu Lins (foto ao lado), as recordações ficaram impressas nas fotografias. Para ele, fotografar os bailes carnavalescos era uma maneira de eternizar as suas lembranças e mostrar para a atualidade como eram os antigos carnavais. “Eu fotografava por esporte. Achava bonitas aquelas brincadeiras de antigamente, onde as pessoas preparavam as suas fantasias, as mais diversas possíveis e os bailes ficavam muito alegres e coloridos. Por isso eu fotografava. Queria um dia poder olhar tudo aquilo novamente sem contar tanto com a minha memória. Os antigos carnavais eram simplesmente perfeitos”, observou.

 

Quem adorou a tarde de festividades carnavalescas no museu foram as amigas Maria da Soledade, 79 anos, Maria Francisca, 70 anos, e Maria Perpétua, 77 anos (foto principal). O trio de “Marias” pode dançar as antigas marchinhas de Carnaval e recordar o tempo em que ainda eram garotas. “Aqui é a nossa oportunidade de reviver e recordar os velhos carnavais, o tempo em que éramos meninas e as brincadeiras muito inocentes, sem brigas, bebedeiras e violência. Afinal, recordar é viver”, comentaram as animadas Marias.

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