III Conferência da Pessoa com Deficiência é realizada em Aracaju
Cotidiano 08/08/2012 16h33

Por Míriam Donald

Com propostas baseadas na Convenção das Nações Unidas, a III Conferência Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência foi iniciada nesta última terça-feira (07) e segue até a noite de hoje (08), para debater o tema “Um Olhar através da Convenção da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência: Perspectivas e Desafios”.

Além das palestras, o evento foi dividido em quatro eixos onde serão discutidos assuntos como acessibilidade, cultura, transporte entre outros que já foram levantados nos municípios de Sergipe, os quais trouxeram os seus planos e discussões para que sejam definidos e levados para a Conferência Nacional que acontecerá no período de 03 a 05 de dezembro deste ano.

Presentes no evento estavam a Secretaria dos Direitos Humanos e da Cidadania (Sedhuc), o Conselho Estadual, profissionais, órgãos de justiça e familiares.  De acordo com a vice-presidente do Conselho Estadual da Pessoa com Deficiência, Sheila Cordeiro, a conferência é uma oportunidade de conscientização para todos, servindo para fortalecer os direitos da pessoa com deficiência.

Participante do evento, Renato Machado (foto ao lado) integra a Fraternidade Cristã da Pessoa com Deficiência verifica avanços.  “Quando começamos a trabalhar nisso, as coisas se tornam mais satisfatórias, começam a aparecer em gestão pública, particular e a nossa vida vai se tornando mais independente”.

Segundo ele, isso traz vantagens não só para a pessoa com deficiência, mas a sociedade de um modo geral vai se educando, pois no amanhã pode ser um familiar que esteja acometido de algum tipo de deficiência. “Nos sentimos mais amparados e bem vistos na sociedade”, diz.

De acordo com Carlos Almeida (foto abaixo ao lado de Sheila, primeira da direita para a esquerda), a tendência é de melhoria no cotidiano da pessoa com deficiência.  Para ele, o ideal é estar acompanhado e ter orientação e que as coisas sejam levadas mais a sério. Ele reclama

do fator trânsito que ainda deixa muito a desejar.  “O deficiente tem muitas dificuldades com relação ao transporte coletivo. O ônibus as vezes não para, passa direto. Colegas meus deficientes visuais também reclamam. Gostaria que os funcionários desse serviço fossem educados”, afirma.

Ele diz que a resolução deste problema dificilmente parte da Superintendência de Transportes e Trânsito (SMTT).  “Estou aqui como delegado da conferência para expor essas questões difíceis que passamos”.

 

 

 

 

Fotos: Míriam Donald

 

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