III Fórum sobre resíduos hospitalares acontece até o dia 26
Média é de 1 kg de resíduos diários na Fundação Parreiras Horta
Cotidiano 24/10/2012 18h30

Por Fernanda Araujo

Iniciou nesta semana o III Fórum de Resíduos da Fundação de Saúde Parreiras Horta da Secretaria de Estado da Saúde (SES) em Sergipe. Licenciamento ambiental, sustentabilidade ambiental, coleta e destino de resíduos hospitalares são alguns dos temas que serão apresentados até o próximo dia 26 no auditório do Hemose.

Com o objetivo de promover aos profissionais de saúde e ambiente, gestores, pesquisadores e estudantes, um debate sobre experiências e a prática da sustentabilidade nas pequenas e médias empresas do setor público e privado de Sergipe, além de contribuir para a prática do desenvolvimento limpo, dois minicursos foram realizados nesta quarta-feira (24).

Um dos ministrantes, a gerente de resíduos da Fundação, Patrícia Ribeiro (foto ao lado), apresentou o Programa de Gerenciamento de Resíduos da instituição. Segundo ela, o programa funciona há três anos e já mostra resultados positivos.

“Todos os resíduos químicos que saem da Fundação são tratados. Na nossa Unidade de Tratamento de Resíduos, os resíduos infectantes são coletados diariamente, submetido a tratamento por um processo de vapor úmido saturado e no final do dia é feito recolhimento por uma empresa específica. Conseguimos monitorar indicadores e mapear áreas onde resíduos são recolhidos”, explica.

O que era uma dificuldade em anos anteriores, de acordo com Patrícia Ribeiro, está superada: hoje se sabe o quanto a Fundação gera de resíduos químicos, infectantes, comuns e perfuro-cortante por doador. A Fundação gera uma média de um quilo a um quilo e meio de resíduos por dia. Dentre esses, em torno de 500 e 700 gramas são de resíduos infectantes, 300 a 400 gramas são resíduos orgânicos e entre 100 e 70 gramas são resíduos recicláveis (papel, plástico e vidro).

“Os resíduos são coletados, tratados, descaracterizados e 80% são liberados para o ambiente como resíduo comum. O programa foi aprovado pelo Ministério da Saúde e pela Vigilância Sanitária. Esse ano fizemos a contratação de mais fornecedores de recolhimento de resíduos. Adquirimos o equipamento para terminar o processo que é o triturador. É a única instituição do Estado em saúde, ligada ao governo, que faz todas essas etapas de monitoramento”, conta.

Agora, o desafio é continuar o mapeamento de áreas, o treinamento de funcionários e diminuir o volume de resíduos gerados, além de adotar técnicas mais limpas, na compra de insumos, equipamento e produtos para a Fundação, e tentar reduzir custos.

“Não é incomum a gente encontrar numa área que não é pra ter um determinado tipo de resíduo numa lixeira. Toda vez que encontramos isso, é um indicador pra a gente que aquela área precisa ser tratada. A assessoria técnica do Ministério da Saúde está implantando o processo que chamamos de tecnologias mais limpas para que, desde o procedimento de compra, a gente consiga saber se aquilo que estamos comprando vai gerar maior ou menor resíduo em uma mesma substância encontrada no concorrente”.

Foto: Fernanda Araujo

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