IML de AL não confirma violência sexual em crianças de Itaporanga
Cotidiano 22/07/2014 10h05Por Elisângela Valença
A imprensa esteve reunida, na manhã de hoje (22), na Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/SE) para ouvir a superintendente de Polícia Civil, Katarina Feitosa, e a delegada Mariana Amorim, de Itaporanga D’Ajuda, cidade a 29 km de Aracaju. Em pauta, o trabalho de investigação da denúncia de exploração sexual de crianças de 6 e 10 anos de idade pela própria mãe.
Na semana passada, a SSP/SE e a imprensa tiveram conhecimento desta denúncia, de que uma mãe alugava as filhas para orgias sexuais em uma fazenda, além de agressões dentro de casa pela mãe e abusos sexuais pelo padrasto. A informação teria vindo à tona quando as crianças foram passar férias com o pai no Estado de Alagoas. Lá, o Conselho Tutelar foi acionado.
Na coletiva de imprensa, a SSP/SE informou que, apesar de ter apenas sete dias de investigação, já conseguiu chegar, confirmar e desmentir muitas informações. A superintendente e a delegada informaram que os pais das crianças estão num processo turbulento de separação e que a vida deles como casal sempre foi muito tumultuada. “Há registros de denúncias de agressões da mulher contra o marido. As agressões também foram confirmadas pelos outros filhos”, disse a superintendente.
“Confirmamos a informação de que a família nunca morou em fazenda, sempre na cidade e temos depoimentos de vizinhos que dão conta de bom relacionamento na família, sem histórico de agressões e abusos. Temos informações inclusive de cuidado e zelo por parte do padrasto”, disse a delegada, acrescentando que o Conselho Tutelar de Itaporanga nunca recebeu denúncias sobre a família.
A delegada Mariana informou ainda que está tendo todo apoio da delegacia que está cuidando do caso em Alagoas. “Pelo que me foi passado, em depoimento lá, as crianças falaram apenas em abuso por parte do padrasto. Até amanhã, devo receber o áudio do depoimento e, se for necessário, irei até Alagoas ouvir as crianças”, disse. “Recebemos o laudo do IML [Instituto Médico Legal] de Alagoas que informa que não houve conjunção carnal, que hímen está intacto, que não houve abuso sexual contra as meninas”, informou.
Segundo a superintendente de Polícia Civil, Katarina Feitosa, no final do ano passado, havia chegado um documento da Polícia Interestadual (Polinter) pedindo para investigar um suposto abuso sexual de um padrasto contra enteadas. “Só na semana passada que surgiram estas outras informações de exploração sexual destas crianças, fato que ainda não foi comprovado, mas que está sendo investigado”, disse.
“Vale ressaltar que a mãe não estava foragida, que ela nunca foi presa, que não há mandado de prisão contra ela, que ela sempre esteve à disposição, como foi divulgado. Ela informou que só soube das denúncias contra ela por amigos começaram a ver e ouvir a história na imprensa e contaram para ela”, disse a delegada de Itaporanga, Mariana Amorim.
“O inquérito ainda não está concluído. A polícia sergipana continua investigando todas as denúncias feitas. O que peço é que não se vitimize ainda mais estas crianças. Não sabemos ainda que tipo de pressão elas passaram ou passam”, disse a superintendente. “Este não é trabalho que não depende apenas de conhecimento técnico de leis. Precisa de suporte psicológico. Estamos lidando com crianças. A investigação continua”, acrescentou a delegada.
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