IML registra quase que uma morte de idoso por queda a cada dois dias
Adaptações em casa devem ser feitas após 60 anos. Musculação é indicada
Cotidiano 25/02/2013 21h30

Por Sílvio Oliveira

Estatísticas mundiais apontam que, quando os idosos sofrem de queda da própria altura e ficam acamados, 50% deles não resistem e morrem em menos de um ano. Para se ter uma ideia, apenas nos dois primeiros meses deste ano, o Instituto Médico Legal de Aracaju (SE) registrou 20 mortes por queda da própria altura, ou seja, quase que uma morte a cada dois dias.

A faixa etária registrada no IML de queda da própria altura gira em torno dos 70 aos 80 anos e aconteceu, em sua maioria, por meio de acidentes domésticos, a exemplo de escorregões no banheiro ou na cozinha, além de quedas de escadas e da cama. Todos eles foram levados ao hospital.

As fraturas do fêmur são as mais frequentes, principalmente no turno da manhã, quando o idoso levanta bruscamente da cama. “Geralmente os idosos não têm somente problemas de ossos, mas circulatórios também, como labirintites. Quando levantam da cama, caem”, disse o ortopedista Marlúcio Andrade.

Para evitar quedas ao levantar da cama, o ortopedista explica que o idoso deve sentar e esperar um pouco antes de se mover, principalmente se possuir algum tipo de enfermidade, a exemplo do diabetes e hipertensão.

Marlúcio Andrade também destacou que após os 60 anos todos os cidadãos devem começar a se preocupar em fazer algumas adaptações em casa, como afixar barras nas escadas e nos banheiros, além de tirar todos os objetos que fiquem no caminho, como os tapetes. Também deve utilizar sempre pisos e calçados antiderrapantes. “Hoje se vende barras prontas para colocar nos banheiros”, afirmou.

Fortalecimento da musculatura

O fisioterapeuta Alessander Leite (foto principal) acrescenta que a queda da própria altura também pode ser resultado do enfraquecimento muscular, comum na faixa etária dos 50 em diante.

Ele aponta que, para fortalecer a musculatura, faz-se necessário praticar uma atividade física de força ou de resistência, ou seja, a musculação. “É hoje a melhor indicação terapêutica para o idoso, porque é o único exercício que consegue reverter o quadro de perda”, diz.

Alessander Leite explicou que a recomendação da musculação para idosos é uma prática recente, mais precisamente a partir de 2000, quando no Brasil passaram a ser mais difundidos os seus benefícios. Como é uma prática ainda não popularizada entre essa faixa etária, ele acredita que aos poucos o treino resistido vai ganhar adeptos.

Baixo impacto

Segundo o fisioterapeuta, a musculação é uma das únicas atividades em que não existe impacto por serem todos os exercícios direcionados e feitos por equipamentos com um desenvolvimento tecnológico grande. “O equipamento direciona o movimento. No exercício controla a velocidade do movimento, a intensidade, a carga, o volume. Através do número de séries controla qual o músculo que vai trabalhar, qual o grupo, qual vai dar mais enfoque. Você pode pegar desde um cadeirante a uma pessoa com artrose severa, com problemas neurológicos, porque a musculação se adapta a qualquer pessoa”, ressalta.

O ortopedista Marlúcio Andrade explica que a musculação é indicada para idosos, até porque, segundo ele, além de firmar a musculatura, diminui o índice de colesterol ruim, além de minimizar o consumo de remédios. “Basta ser bem acompanhada e moderada”, afirmou.

Foto: Sílvio Oliveira

Ilustração: Ebah

 

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