Infarto: fique atento aos sintomas e aos fatores de risco
Cotidiano 09/11/2014 14h00

Por Fernanda Araujo

Um ataque cardíaco ocorre quando o fluxo de sangue que leva ao miocárdio (músculo cardíaco) é bloqueado por um tempo prolongado, de modo que parte do músculo cardíaco seja danificada ou morra. Os médicos chamam isso de infarto do miocárdio. E é por essa razão que é necessário estar atento aos sintomas e prevenir essa doença cardíaca.

Dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) apontam que, enquanto há 50 anos as mulheres representavam 10% das ocorrências, atualmente, elas estão empatadas com os homens. O país registra, em média, 300 mil infartos por ano, desses 80 mil são fatais. Os últimos dados consolidados de mortes por infarto mostram que, em 2011, as mulheres eram 41,9% das vítimas - 43.317 mil brasileiras. No mesmo período, 60.158 mil homens morreram, 58,1% dos óbitos.

Segundo a médica cardiologista, Caroline Lisboa, o infarto é um evento súbito, mas que muitas vezes aponta sinais ao longo da vida. Ela afirma que, antes de ter um infarto, o paciente pode apresentar dores no peito quanto é submetido a determinados esforços - “o que caracteriza angina estável e isso já sinaliza que há doença cardíaca”, revela.

“Os sintomas podem ser diversos, porém o mais comum é dor no peito que pode se irradiar para pescoço, mandíbula, dorso e braços, além disso, pode ocorrer sudorese, náuseas, vômitos e dores no estômago”, explica a cardiologista. Ainda de acordo com a médica, os sinais mais típicos de que o coração não está bem são: dor no peito, palpitações e falta de ar associada a inchaço nas pernas. Na presença dessas sensações, é de extrema importância procurar, imediatamente, ajuda no pronto socorro mais próximo.

A cardiologista esclarece que o infarto ocorre devido a uma obstrução em uma artéria coronária, ou seja, vasos que levam o sangue a nutrir o coração. Por causa dessa obstrução a corrente sanguínea é impedida de chegar ao órgão e ocorre a morte da célula cardíaca. “O coração é irrigado por vários ramos das artérias coronárias, então, a depender da área cardíaca acometida pelo infarto, os sintomas podem ser variáveis”.

Entre os perigos do ataque cardíaco está o infarto fulminante, aquele que mata o individuo subitamente sem tempo hábil para tratamento. Por esta razão a médica afirma que é preciso ter uma vida saudável para prevenir a doença e se atentar aos principais fatores de risco que são:  hipertensão arterial, diabetes melito, obesidade, colesterol alto, tabagismo, sedentarismo e hereditariedade ou histórico familiar de infarto. Outros fatores são estresse, alcoolismo e uso de drogas ilegais estimulantes, como cocaína.

“O diagnóstico é feito através da história clinica associada ao eletrocardiograma e a dosagem no sangue dos marcadores de necrose miocárdica. O tratamento consiste no restabelecimento da circulação coronária, através da reperfusão da artéria culpada com a maior brevidade possível”, conclui. 

Massagem cardíaca

Caso a pessoa esteja desacordada e não tenha ninguém habilitado que saiba usar um desfibrilador automático externo, é necessário iniciar os procedimentos de reanimação cardíaca enquanto a emergência não chega. A reanimação envolve apenas compressões no peito. Com as mãos espalmadas e cruzadas, deve-se pressionar o tórax exatamente no centro do peito, entre os dois mamilos. É preciso comprimir forte (cinco centímetros de profundidade aproximadamente), rápido e deixar o tórax relaxar entre as compressões.

Com informações do Portal Minha Vida

 

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