Infectologista alerta para riscos da bronquiolite em bebês
Especialista explica que a doença atinge bebês abaixo de dois anos Cotidiano 15/06/2019 12h00A Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), unidade de alto risco em obstetrícia, gerida pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), também é excelência no atendimento aos bebês prematuros. Nesse sentido, os especialistas da maternidade constantemente discutem e orientam sobre doenças que podem afetar ou até mesmo ameaçar a vida dos pacientes. A Infectologista, Magaly Soares Lins Medeiros, alerta para os riscos da bronquiolite, uma infecção viral aguda, do trato respiratório inferior, que afeta lactentes.
Ela explica que a doença costuma ocorrer em epidemias, especialmente entre crianças com menos de 24 meses, com pico de incidência nos que têm idade inferior a seis meses. “A incidência anual no primeiro ano de vida é cerca de 10 casos por 100 crianças nascidos vivos. O período de maior contaminação no Brasil é geralmente entre março, julho e agosto, com predominância em junho até meados de julho, período de maior incidência dos casos de bronquiolite”, observa a médica.
Magaly ressalta que o principal agente causador da doença é o vírus sincicial respiratório. “Alguns outros vírus podem ser causadores em menor intensidade, que são o metapneumovirus, o vírus parinfluenza 3 e, ainda, o vírus influenza A e B, o vírus para influenza 1 e 2 e o adenovírus”, atentou a infectologista.
Em relação ao tratamento é preciso uma avaliação adequada pelo médico para ver se há algum sinal de gravidade. “Basicamente o tratamento é de suporte. Em alguns casos a nebulização, limpeza com soro fisiológico pode ajudar. O principal é ver se tem sinal de gravidade, se há alguma disfunção respiratória, se possui cianose, fadiga muscular, falta de ar e se o bebê está molinho. Quanto menor a criança, maior é o risco de gravidade. Neste caso, a indicação é o internamento”, assegurou Magaly.
Alerta
A especialista explica que o bebê prematuro extremo tem um potencial maior de adquirir a doença. Em alguns casos os pacientes chegam a óbito pela gravidade da situação. Não existe vacina para prevenção e sim um anticorpo monoclonal para vírus sincicial respiratório, que é o palivizumabe. Ele só pode ser administrado para certas crianças que tem um alto risco, afim de diminuir a frequência de hospitalização.
“Alguns pacientes, como os prematuros extremos, que tem bronca displasia, com uso de medicações corticóides e vários internamentos hospitalares por pneumonia, falta de ar, etc, esses têm indicações de fazer o palivizumabe. Um medicamento feito na rede pública, gratuitamente, desde que os pacientes tenham critério de uso”, comenta a doutora. Ela lembra que esses medicamentos devem ser ministrados em cinco doses, começando em fevereiro e terminando em julho, sendo uma dose mensal.
“Na MNSL, ou no CRIA, eles fazem uma a duas vezes por mês e reúnem todo grupo de recém nascidos que tem indicação, juntando a equipe para fazer a medicação que é importantíssima para prevenção do vírus sincicial respiratório nessa faixa etária de bebês , que são a população mais acometida com a doença”, conclui a especialista.
Fonte: Secretaria de Estado da Saúde

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos
