Insegurança assusta quem frequenta região dos mercados de Aracaju
Cotidiano 24/07/2017 12h20 - Atualizado em 24/07/2017 12h33Por F5 News
O som de tiroteios e o desespero das vítimas baleadas atemorizaram comerciantes e visitantes do complexo de Mercados Centrais em Aracaju. O cartão postal da capital sergipana tem sofrido com o alto índice de violência na região.
No último sábado (22) uma pessoa morreu e outras três foram baleadas às 10h30 no mercado Antônio Franco. O crime, com características de execução, está sendo investigado pela Polícia Civil. Embora tenha se tratado de um fato atípico, comerciantes relatam que ocorrências menores têm provocado um clima de medo e algumas lojas já nem abrem mais aos domingos.
No último final de semana, quatro veículos foram arrombados no estacionamento dos mercados e um tumulto envolvendo flanelinhas também foi registrado. “Aqui não passa nenhuma viatura, estamos entregues nas mãos de Deus”, diz o comerciante Humberto Cerqueira.
O vendedor Augusto dos Santos conta que a tranquilidade característica do ponto turístico tem sido interrompida por assaltos e arrombamentos, principalmente no período da noite e aos finais de semana. “Antigamente existia um posto da Guarda Municipal fazendo um trabalho preventivo, mas desativaram o posto e agora estamos à deriva”, afirma.
O subinspetor Fernando Mendonça, diretor da Guarda Municipal, que é responsável pela segurança dos mercados, confirma a transferência do posto do mercado Antônio Franco para o Albano Franco, ainda na gestão passada. Segundo ele, no entanto, o efetivo foi reforçado desde o começo do ano. “Diariamente oito guardas ficam à disposição dos três mercados”, informa.
Ainda conforme o diretor da GMA, o tiroteio do mercado Antônio Franco foi um fato isolado e premeditado. De acordo com Fernando Mendonça, 85% das ocorrências são registradas nos Mercados Albano Franco e Thales Ferraz.
“Nossa equipe chegou à ocorrência em três minutos, porém, foi uma execução e quem planejou ficou observando a movimentação das vítimas e da Guarda porque o crime aconteceu enquanto os guardas faziam deslocamento para a ronda”, observa o subinspetor, acrescentando que vai estudar a necessidade de reforço no patrulhamento motorizado.

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