Insulina ainda continua em falta no CASE
Cotidiano 14/03/2013 09h18Por Míriam Donald
Já está em falta, mais de uma vez, somente neste ano, no Centro de Atenção à Saúde de Sergipe (Case), a insulina. Os diabéticos que dependem do hormônio responsável pela redução de glicemia estão bastante apreensivos com a possibilidade de interrupção de seus tratamentos.
Durante esta semana, várias pessoas foram buscar o medicamento, que é disponibilizado gratuitamente pelo Governo do Estado, mas não puderam. Conforme informações dadas por funcionários do centro, a insulina não apenas está em falta, como também não há previsão para a sua chegada.
Segundo a usuária Isnalda Alves e Souza, na semana passada ela assistiu em um jornal da TV uma promotora de justiça dizendo que o medicamento estava em falta por falta de pagamento do governo, mas que havia sido regularizado. Após ter chegado ao Case, ela se deparou com a notícia de que a informação não era verídica. “A minha sorte é que ainda tenho uma ampola em casa que dá para mais ou menos um mês, senão teria que comprar na farmácia e custa mais de 100 reais”, declara.
Dona Isnalda ainda afirmou que ela toma dois tipos de insulina, a ‘levemir ‘e a ‘rápida’, sendo que a ‘levemir’ é incomum faltar, mas a rápida ela nunca encontra.
Secretaria Estadual de Saúde
De acordo com nota enviada pela Secretaria de Estado da Saúde (SMS), a secretária de saúde, Joélia Silva Santos, informou que em meio à crise financeira que permeia todas as secretarias do Governo do Estado de Sergipe, assim como de outros estados e do próprio país, a atual gestão da secretaria em um grande esforço, regularizou desde o mês de janeiro/2013 pendências existentes com as empresas distribuidoras, exclusivas das insulinas Glargina, Asparte e Levemir.
“Apesar do mencionado esforço, as empresas distribuidoras vêm protelando as entregas das insulinas desde meados de fevereiro/2013, o que tem ocasionado problemas graves na dispensação das mesmas através do Case. O governo do Estado de Sergipe e a Secretaria de Estado da Saúde têm dado tratamento prioritário ao abastecimento e à dispensação de insulinas, entretanto infelizmente não recebemos o mesmo comportamento por parte dos fornecedores, que, inclusive, não fizeram o devido planejamento, levando em consideração o recesso dos laboratórios que sempre ocorre no final de cada exercício”, diz a nota.
A nota informou ainda que em uma tentativa derradeira de amenizar o suprimento de insulinas, a SES entrou em contato com as outras secretarias de saúde para verificar a situação de seus estoques e infelizmente eles foram informados que passam por situação semelhante e sem possibilidade de ajuda.
Ainda de acordo com a nota, a equipe da secretaria afirma continuar em permanente acompanhamento junto aos distribuidores responsáveis pelas insulinas e tomarem as medidas cabíveis e requeridas para esta crise de responsabilidades das empresas fornecedoras e lamenta que a insensibilidade das empresas fornecedoras tenham gerado essa crise, mas a sociedade sergipana, especialmente os usuários de insulina, tenha a certeza de que a SES está trabalhando para resolver a situação.

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