Jair Lourenço "Esporte e educação fazem as pessoas vencerem na vida"
Treinador das estrelas do UFC fala sobre o esporte para F5 News Cotidiano 14/04/2013 04h26
Por Marcio Rocha
Jair Lourenço, campeão mundial de Jiu-Jitsu e técnico dos grandes lutadores brasileiros de nível internacional, esteve em Aracaju para acompanhar os novos atletas do MMA sergipano em uma competição acontecida na última sexta-feira. A reportagem F5 News conversou com o treinador do atual campeão mundial peso galo do Ultimate Fighting Championship (UFC), Renan Barão, que mostrou muita satisfação de estar em Sergipe e mandou seu recado para os atletas sergipanos.
F5 News – Existe incentivo do poder público para a prática esportiva, em sua opinião?
Jair Lourenço – Não. Falta muito para podermos ter um governo que incentive a prática do esporte de alto rendimento para formar atletas. Aqui em Sergipe é a primeira vez que eu vejo uma iniciativa dessas, uma escola pública de esportes. Nunca vi em lugar nenhum um projeto tão bem elaborado como esse. Aqui, o aluno vai para a escola e depois volta para a escola, só que de esportes. Isso é um projeto que deveria ser copiado em nível de Brasil, pelos governos de outros estados. Vou apresentar isso lá em minha cidade, Natal, para que sigam esse belo exemplo.
F5 – Como se forma um bom atleta?
JL – Um bom atleta ser forma através da disciplina e da educação. Com a disciplina, nós conseguimos afastar os jovens das drogas e do mau caminho. É importante destacar que o grande campeão é uma pessoa que treinou muito e que conquistou seu espaço por meio de disciplina, mas sem educação, nós não somos nada. O bom atleta também deve ter uma boa formação educacional, nossas crianças e jovens precisam disso para vencer no esporte e na vida. O esporte e a educação fazem as pessoas vencer na vida.
F5 – O que o esporte significa para um atleta destacado internacionalmente como o senhor?
JL – O esporte é tudo. De onde eu vim, como venci. Tudo foi graças ao esporte. O esporte, para mim é o mecanismo que faz uma sociedade se tornar melhor, mais saudável, mais justa e competitiva. Amigos meus de infância já não estão mais conosco, devido a várias situações que a vida lhes colocou, mas quem seguiu o caminho do esporte venceu no esporte e na vida. O esporte me impediu de seguir por caminhos errados em minha vida. A mente parada é oficina do diabo. Com o esporte sempre estamos bem e fazendo o bem por nós e pelos outros. As conquistas internacionais e o título mundial de jiu-jitsu, além das vitórias com nossos atletas treinados, foram consequência de um trabalho dedicado e voltado a fazer o melhor.
F5 – O MMA em sua época como atleta não era tão destacado como hoje. Existe diferença de sua época para a atual?
JL – Fiz grandes lutas em meu momento como atleta, em minha época. O problema é que o MMA não era tão difundido como hoje e não tinha esse apoio popular descomunal. O MMA é o esporte que mais cresce no mundo e é merecedor disso, pois é o esporte que mais faz pelo corpo, mente e disciplina de um atleta. Tive títulos nacionais, títulos internacionais e mundial de Jiu-Jitsu, caminho que optei por seguir. Parei de lutar e estou como professor, como treinador. Também temos feito grandes trabalhos com nossos atletas, a exemplo de Renan Barão, que hoje é dono do título mais cobiçado do mundo no MMA. Pretendo voltar a lutar, mas meu foco agora é continuar formando atletas campeões. E quero fazer um projeto igual a esse que conheci em Sergipe, para ajudar a tirar os jovens das drogas e dos maus caminhos.
F5 – O Brasil é um bom celeiro de atletas para o MMA?
JL – Talentos, nós temos aos montes. Temos grandes lutadores de MMA no Brasil. O que falta é apoio. No Brasil, nós temos muita gente com potencial de ser vencedora em qualquer competição internacional, contra qualquer atleta do mundo. O problema é que não tem quem dê apoio para os profissionais que tem capacidade de representar nosso país. Se houvesse o incentivo para os atletas, muitos brasileiros poderiam estar fora conquistando muito mais vitórias e orgulhando o país, vencendo no esporte e na vida. Temos talentos, mas não temos oportunidade e apoio para os atletas.

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