Jardim Esperança: Um local tomado pelo medo
Moradores temem traficantes que agem dia e noite na região Cotidiano 01/10/2011 09h48Por Márcio Rocha
A praça do conjunto Jardim Esperança, local que deveria servir como área de lazer e diversão para os moradores, está com seu sentido totalmente invertido nos dias atuais. Ainda existem as práticas esportivas no campo de futebol, bem cuidado e com seu gramado aparado. Todavia, o que se observa em um lugar que fora feito para proporcionar prazer e bem estar para uma comunidade é o medo. Medo gerado pelos traficantes de drogas que invadiram o local e tomaram conta do espaço dia e noite.
É muito fácil encontrar sempre um traficante rodeando a praça, com a finalidade de encontrar consumidores de cocaína, maconha e crack, que procuram na região por seus entorpecentes. Pela manhã, tarde e noite os usuários de drogas passam pelo local e encontram com facilidade um “avião” que em dois ou três minutos lhe traz o pedido. Entre os consumidores, o local é conhecido como “a pracinha”. A noite, vários traficantes ali se estabelecem e desenvolvem o comércio de drogas até o final da madrugada.
A situação se agrava por haver o hábito de vários jovens, principais consumidores de drogas da localidade, beberem em um posto de combustíveis localizado no outro lado da avenida Tancredo Neves, que margeia a praça. O movimento de veículos é grande após às 20h, quando começa a intensificar o volume de usuários, principalmente de cocaína, que é oriunda dos traficantes da região do Pantanal - comunidade conhecida por ser dominada por traficantes que chegam ao extremo de expulsar famílias inteiras do bairro, sob ameaça de morte.
Para o morador J.S.F., o local está tomado pela bandidagem, que lá exerce a venda e o escambo de drogas. “Ninguém consegue mais viver em paz aqui, não se pode transitar e basta olhar para um deles, que somos ameaçados de apanhar, ou até mesmo de morte.", disse o morador, que narra cenas comuns na noite da praça. “É normal ver os traficantes brigando entre si, por causa dos clientes deles. A polícia passa e nada faz para poder conter a ação dos marginais que tomaram conta da praça”.
No entorno da praça, local com falhas na iluminação pública, existe um prédio do Município e alguns pequenos bares que ficam fechados à noite, onde também se estabelecem traficantes para comercializar os entorpecentes. De acordo com moradores da região, a polícia faz vista grossa, pois a viatura do PAC do Parque dos Coqueiros circula pela região, mas, ao perceberem o movimento, os traficantes ou escondem a droga ou desaparecem, voltando poucos minutos depois. Fogem assim do flagrante e do porte da droga, evitando uma prisão.
“A polícia quando passa até esboça alguma ação, mas não tem como fazer, pois eles são muitos, andam armados e fogem ao ver as luzes da viatura. Precisamos que a polícia faça alguma coisa, uma operação cercando a região, para impedir a fuga dos marginais. Assim, poderá ser resolvido o problema com os marginais que tomaram conta do bairro inteiro. Não apenas nessa praça, mas também na pracinha do fundo do conjunto.”, relatou a dona de casa M.S, que diz não poder sair de casa com medo dos traficantes, que também vendem drogas a menores que assaltam na região.


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