João Augusto: “A saúde do Município está refém porque quer”
Sindimed diz operar em prol dos bons médicos e da eficiência Cotidiano 06/06/2013 13h00Por Mirella Mattos
O presidente do Sindicato dos Médicos de Sergipe (Sindimed), João Augusto Alves Oliveira (foto), rebateu na manhã de hoje (06) as acusações feitas pelo prefeito de Aracaju, João Alves Filho, de que a classe médica seria contrária à implantação das Organizações Sociais porque “muitos médicos recebem por quatro horas e só querem trabalhar uma hora”.
De acordo com Oliveira, o Sindimed é terminantemente contra a postura adotada por esses profissionais, em sua maioria contratados como autônomos. “Esses contratos são feitos de boca. A prefeitura oferece a esse profissional o dobro do que é pago ao concursado e espera que ele tenha o mesmo compromisso e responsabilidade de um concursado. Mas isso não acontece. Esse profissional acaba muitas vezes recebendo outras propostas e, como ele não tem vínculo e, assim, não pode ser responsabilizado, ele vai para onde pagam mais”, argumentou.
Para Oliveira, a Prefeitura deve ser responsabilizada pelo caos na saúde já que vê esse problema e persiste nesse tipo de contratação. “Em audiência realizada no MPE eles confirmaram que 75% dos médicos do Município são autônomos. Se eles são reféns, eles são reféns porque querem. Porque se a prefeitura vê esse problema e persiste nesse tipo de contratação isso é uma falta de responsabilidade, isso é improbidade administrativa”, comenta.
Oliveira diz ainda que a política do sindicato é em prol dos bons médicos e pela eficiência do trabalho. Prova disso é que, com a luta da categoria foi aprovada, ainda no ano passado, uma proposta de remuneração por desempenho. “Essa lei tem metas de atendimento. Os médicos recebem gratificação de acordo com o serviço executado. Mas isso a Prefeitura não divulga”, diz.
Organizações Sociais
O Sindimed acredita que as Organizações Sociais são ruins para o sistema de saúde, para os médicos e para a população. Em assembleia realizada na última terça-feira (04), a categoria decidiu que irá denunciar ao Conselho Regional de Medicina os profissionais que aceitarem trabalhar pelo sistema das Organizações Sociais.

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