Jogador de futebol suspeito de envolvimento em tráfico se apresenta à polícia
Cotidiano 04/01/2018 12h11 - Atualizado em 04/01/2018 23h09

Por Fernanda Araujo

O jogador de futebol da equipe Socorrense Robert Bruno se apresentou nesta quinta-feira (4) à Polícia Civil sergipana, após ser apontado como um dos gerentes do tráfico de drogas de uma associação criminosa responsável pelo comércio de entorpecentes na Zona Sul de Aracaju (SE).

A quadrilha, que era comandada de dentro de uma das unidades prisionais do Estado, foi identificada na quarta (3) com a apreensão de adolescentes que têm entre 15 e 17 anos. Eles atuavam como os chamados “aviõezinhos”, usados para transportar a droga até os consumidores. Cinco integrantes, maiores de idade, foram presos.

Segundo o responsável pelo inquérito, delegado Gilberto Guimarães, da 9º Delegacia Metropolitana, no bairro Santa Maria, o zagueiro foi interrogado e, logo após, transferido para a 4º Delegacia Metropolitana, no conjunto Augusto Franco. O suspeito não confessou envolvimento nos crimes.

A Associação Desportiva Socorrense, em nota, afirma que tomou com surpresa a notícia da suspeita do envolvimento do jogador na associação criminosa, “tendo em vista que o atleta jamais demonstrou qualquer atitude suspeita relacionada à prática de crime enquanto esteve inserido no elenco do clube”.

Segundo o Socorrense, Robert sempre se comportou de maneira exemplar e exercia liderança sobre o grupo, “sendo, inclusive, paradigma para os demais jogadores”.

Ainda na nota, o time ressalta que o contrato do zagueiro ficará suspenso até o fim do trâmite do processo, e que, de forma diligente, o Socorrense aguardará para tomar uma posição mais energética acerca do jogador, “em respeito aos princípios da ampla defesa, contraditório e presunção de inocência”. Robert Bruno possui contrato assinado com o clube até abril deste ano.

O caso

O grupo estava sendo investigado há cinco meses e há indícios de que também esteja ligado à prática de roubos a estabelecimentos comerciais e homicídios. Jefferson dos Santos Alves, o “Jefinho”, 32 anos, apontado como o líder da organização criminosa, estava custodiado no Presídio de Tobias Barreto, mas no curso das investigações foi transferido para o Presídio do Santa Maria. Ainda assim, continuava a comandar o tráfico com o auxílio de sua mãe, que está foragida.

Durante a ação, a Polícia conseguiu apreender 97 kg de maconha enterrados em um terreno no conjunto Marcos Freire 2, em Nossa Senhora do Socorro, na região metropolitana. 

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