Jovem com esquizofrenia morre após ser internado em hospital de Aracaju
Família acusa o São José de negligência. Polícia vai investigar o caso e hospital nega imprudência Cotidiano 08/11/2017 10h15 - Atualizado em 08/11/2017 12h24Por Fernanda Araujo
Um homem identificado como Ediclan da Conceição Silva, 29, morreu no final da tarde desta terça-feira (7) após ser internado no Hospital São José, bairro Santo Antônio, na zona Norte de Aracaju (SE). A família acusa o hospital de negligência. O corpo foi recolhido ao Instituto Médico Legal por volta das 21h. A Polícia Civil vai investigar o caso e o hospital nega imprudência.
Segundo os familiares em entrevista à imprensa, o jovem sofria de esquizofrenia e teve um surto no momento da internação. Para controlar o rapaz, uma equipe do hospital teria agido com um grau de violência capaz de provocar sua morte.
De acordo com o irmão do jovem, Cleones da Conceição, Ediclan levou um chute na barriga e até golpes no pescoço, conhecidos como ‘mata leão’. Ele denunciou ainda que a família foi tratada com descaso pelo Instituto de Criminalística, que esteve no hospital e conversou com diretores da casa de saúde. “A Polícia Criminalística esteve aqui. A equipe entrou na sala onde estão os diretores. Ninguém foi até o necrotério para olhar o corpo. A nossa família foi ignorada”, disse Cleones ao G1.
F5 News procurou a assessoria de comunicação da Secretaria de Segurança Pública, que informou, por meio de nota, que o caso foi registrado ontem na Central de Flagrantes da Polícia Civil pelos familiares da vítima. A delegada-geral, Katarina Feitoza, determinou que a investigação seja feita pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) dado o relato de agressões e posterior morte do paciente.
Segundo a pasta, o IML coletou amostras do corpo e o laudo inicial sobre a morte de Ediclan deve ser concluído em até 30 dias. No IML, o caso está definido como morte a esclarecer, mas somente as investigações e o laudo poderão definir a causa.
A SSP ainda nega que a Polícia Criminalística tenha tratado a família ou o corpo com descaso. “Pelo contrário, o corpo foi encaminhado para o IML, o hospital, segundo a família, é que orientou que o corpo fosse levado direto para a residência para posterior sepultamento”, disse a assessoria.
A reportagem também procurou a direção do hospital que se pronunciou por meio de nota. O hospital relata que o paciente tinha antecedentes de atendimento na instituição e era acompanhado pelo Centro de Atenção Psicossocial - CAPS Álcool e Drogas Primavera e no CAPS Jael Rodriguez, e deu entrada na unidade às 15h30 apresentando agitação psicomotora significativa, agressividade com terceiros e toda a equipe.
“Foram seguidos os protocolos assistenciais relacionados ao quadro clínico do paciente, que contempla a contenção química e física afim de garantir a segurança do próprio paciente. Todos os recursos existentes foram disponibilizados de modo a salvaguardar a integridade do paciente, desde a sua chegada até aos procedimentos em sala de estabilização. O paciente veio à óbito às 17h05 quando ainda estavam em investigação para elucidação diagnóstica, não sendo possível desta forma a definição da causa morti, e conforme orientação do CFM, foram encaminhado ao Instituto Médico Legal para necropsia e subsequente Declaração de Óbito. O Hospital São José, lamenta o ocorrido, compreende a ansiedade dos familiares no atendimento que chegaram até a agredir e ameaçar os colaboradores da instituição, e põe-se a disposição para os esclarecimentos que se façam necessários”, conclui a nota.
Atualizado para acréscimo de nota do hospital

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