Juiz é detido pela polícia após se envolver em briga em Aracaju
Em nota, Polícia Civil afirma que Tribunal de Justiça foi comunicado Cotidiano 05/06/2016 15h19Da Redação
Um juiz foi conduzido por policiais militares à delegacia na noite de sábado (04) após ter participado de uma briga em uma pizzaria localizada na avenida Edézio Vieira de Melo, no bairro Suíssa, em Aracaju (SE).
Segundo a polícia, o magistrado, identificado como Cláudio Bahia Felicíssimo, foi detido sob acusação de vias de fato e injúria, após um desentendimento em uma pizzaria. Informações dão conta de que o juiz teria agredido fisicamente um garçom, além disso, brigou com todos dentro da pizzaria, causando um grande tumulto.
Diante das agressões, populares chegaram também a agredir o magistrado que, segundo os presentes, estava incontrolável. Antônio Moraes, policial militar e ex-presidente do sindicato da categoria (Sinpol), conta que ao chegar à Delegacia Plantonista Sul, o juiz ainda desrespeitou um colega policial e acabou sendo algemado.
“Inicialmente, dizia ser juiz sem apresentar nenhum documento que comprovasse seu ‘status social’. A velha ‘carteirada de boca’. Só foi descoberta a ‘casta’ do agressor depois que seus documentos foram encaminhados à Deplan”, disse. Moraes critica que na delegacia não foi lavrada a prisão em flagrante do juiz, nem lavrado o Termo Circunstanciado de Ocorrência, nem mesmo expedida 'guia de exame' para o IML constar a integralidade física das vítimas. Ele afirma que apenas foram ouvidas as vítimas que apanharam do juiz.
Em nota de esclarecimento enviada pela assessoria da Secretaria de Segurança Pública de Sergipe (SSP), o delegado-geral da Polícia Civil do estado, Alessandro Vieira, afirmou que “foram adotadas as medidas adequadas pelo delegado plantonista, considerando o disposto na Lei da Magistratura Nacional, em seu artigo 33, que impede a prisão em flagrante do juiz, salvo no caso de crime inafiançável”, diz.
Na nota, o delegado afirma que a Presidência e a Corregedoria do Tribunal de Justiça de Sergipe já foram devidamente comunicadas. “A Polícia Civil de Sergipe é composta por profissionais sérios e não admite quaisquer insinuações de favorecimento, especialmente daqueles que, por formação acadêmica, têm conhecimento jurídico suficiente para saber os limites legais da atuação policial”, conclui.

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