Justiça decreta ilegalidade da greve dos professores
Cotidiano 04/06/2012 17h45Por Sílvio Oliveira
A desembargadora Suzana Maria Carvalho Oliveira decretou a ilegalidade da greve dos professores da Rede Estadual de Ensino, na tarde desta segunda-feira (04). A ação foi ajuizada pelo Governo de Sergipe em face do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica da Rede Estadual de Ensino (Sintese), solicitando a ilegalidade do movimento paredista e pedindo que os professores retornem às salas de aula até que seja julgado o mérito final.
De acordo com a sentença, a greve é ilegal e fere o direito público e subjetivo à educação. Caso o Sintese descumpra a determinação de retornar às aulas, poderá pagar uma multa diária de R$ 20 mil.
“Com tais considerações, defiro o pedido de tutela antecipada requerida pelo Estado de Sergipe para suspender o movimento paredista, até julgamento final da presente demanda, sob pena de multa diária de R$ 20.000,00 (vinte mil reais)”, diz parte da sentença da desembargadora.
Até o momento, o Sintese não foi notificado da decisão judicial, mas segundo a presidente do Sindicato, Angêla Melo, os rumos do movimento paredista serão decididos pela categoria, em assembleia a ser realizada nesta quarta-feira (06), em local ainda a ser definido.
Os professores estão em greve desde o dia 16 de abril, ou seja, há mais de 48 dias. A categoria invadiu a sede da Secretaria de Estado do Planejamento e fez greve de fome, realizou o “Forró sem piso”, tomou as galerias da Assembleia Legislativa, fez passeatas e seminários, entre outras formas de mobilização.
A categoria reivindica 22,22% do reajuste salarial na carreira do magistério para todos os professores e a Lei do Piso Salarial.

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