Justiça decreta ilegalidade da greve dos servidores da Saúde de Aracaju
Cotidiano 16/09/2014 18h03A Prefeitura de Aracaju vem buscando manter o diálogo com os servidores municipais em suas diversas esferas, prova disto são as diversas negociações feitas nos dois últimos anos. Tendo sido demonstrado o esforço da gestão municipal, o Tribunal de Justiça de Sergipe (TJ/SE) atendeu ao pleito da Procuradoria Geral do Município (PGM) e concedeu tutela antecipada, reconhecendo como ilegal a greve dos auxiliares e técnicos em enfermagem e Saúde Bucal da capital que estão com as atividades paradas desde a última quinta-feira (11).
Um dos principais argumentos utilizados pela PGM foi justamente a questão das negociações que vêm sendo mantidas em respeito ao trabalho do servidor municipal. “Os servidores se reuniram com o secretário da Saúde no dia 3 e dois dias depois, em assembléia, eles definiram a greve. Desta forma o desembargador entendeu que não houve, sequer, tempo hábil para, ao menos, ajustar a situação”, explicou a procuradora Maira Barbosa, responsável pelo acompanhamento da demanda judicial.
Através das negociações, foram incorporadas as gratificações dos servidores. Com isso, pode-se verificar a vantagem financeira maior do que seria dada caso o reajuste salarial de 6,5% fosse concedido. “É preciso que se perceba que, na verdade, a prefeitura beneficiou os servidores. No final das contas eles receberão mais do que se houvesse apenas o reajuste”, destacou a procuradora ao ressaltar ainda que os servidores conseguiram, até mesmo a segurança jurídica, já que essa incorporação poderá ser levada para a aposentadoria.
Além das negociações que vinham sendo mantidas e a incorporação das gratificações, outro foco, o mais importante, inclusive, era a assistência à população de Aracaju, sobretudo em época de vacinação. No último 6, a segunda dose da vacina contra HPV passou a ser disponibilizada nos postos da capital, no entanto, o atendimento devido ficou comprometido por conta da greve dos servidores. “Com a suspensão da greve, foi assegurado que os serviços essenciais não fossem interrompidos por questões salariais que estão sendo tratadas pela gestão”, frisou Maira.
Para o procurador geral do Município, Carlos Pinna Junior, “a PGM está sempre preparada para atender as necessidades jurídicas dos órgãos da administração. Nesse caso específico, o TJSE reconheceu a nossa tese jurídica e restabeleceu o funcionamento de um serviço essencial, a bem da população”.
Outros pontos de reivindicação como insalubridade e melhores condições de trabalho também estão sendo analisados pela PMA e, em respeito aos servidores, os espaços de negociações continuam abertos.
Fonte: Agência Aracaju de Notícias

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos
