Esquema dos Combustíveis
Justiça nega pedido para o sargento Robertson responder em liberdade
Cinco testemunhas foram ouvidas no processo que investiga suposta fraude na utilização do Vale Card da PM
Cotidiano | Por Aline Aragão 01/10/2018 16h15 - Atualizado em 02/10/2018 11h59

Durante audiência realizada nesta segunda-feira (1ª), na 6ª Vara Criminal do Fórum Gumercindo Bessa, em Aracaju (SE), a Justiça Militar negou mais um pedido da defesa para que o sargento Robertson Souza Santos responda o processo em liberdade. O militar está preso desde fevereiro no Presídio Militar (PRESMIL), suspeito de participar de um suposto esquema de desvio de dinheiro através de cartões Vale Card, utilizados para o abastecimento de viaturas da Polícia Militar de Sergipe.

Durante mais de seis horas de depoimentos foram ouvidos cinco policiais, testemunhas arroladas pelo Ministério Público, sendo duas da denúncia e três referenciadas - quando a pessoa é citada no processo.

Para o cabo PM Nilson Dias, a convocação para o depoimento foi uma surpresa, já que ele diz não conhecer o sargento Robertson. “Eu tenho mais de 20 anos de corporação, nunca tive nenhum problema desse tipo, hoje resido em Alagoas, fui chamado aqui, o que para mim é uma grande interrogação, já que não tenho nenhum contato e não conheço o sargento”, disse.

O advogado de defesa, Aloísio Vasconcelos, reclama da demora no processo e disse que não vê motivos para o cliente continuar preso. “Já são oito meses nessa situação, o Ministério Público incluiu novas testemunhas no processo, o que atrasa ainda mais, mas até agora não há nenhuma prova contra meu cliente, nenhuma das testemunhas o acusou, por isso, não tem motivo para ele continuar preso”, afirmou.

Vasconcelos disse ainda que vai entrar com um novo habeas corpus. Uma nova audiência foi marcada para o dia 29 deste mês.

Entenda

O caso veio à tona após uma denúncia anônima registrada no ano passado, encaminhada à Justiça Militar, e tomou repercussão pública em janeiro deste ano por conta de acusações do coronel Bené Oliveira Gravatá, ex-corregedor da PMSE, que foi indiciado no âmbito do Inquérito Policial Militar.

No esquema, o cartão Rede Vale Card, que é utilizado para debitar o valor do combustível que abastece as viaturas estava sendo utilizado irregularmente e o valor era devolvido para os militares, com a ajuda de uma frentista de um dos postos onde foram feitos os abastecimentos fraudulentos. O que chamou a atenção é que existia ainda cartão ‘coringa’ que poderia abastecer qualquer viatura, a qualquer hora e sem limite de quantidade de litros de combustível. Os envolvidos usavam os cartões e desviavam cerca de R$ 3 mil em espécie por dia.

A investigação teve início por ordem do comando geral da PM e a Polícia Civil também conduziu uma investigação paralela, segundo a SSP. O Inquérito Policial Militar (IPM) foi instaurado em 11 de dezembro do ano passado, mas segundo a PM a investigação foi iniciada desde 2016. 

 

 

 

 

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