Largo da Gente Sergipana é aberto para visitação
Cotidiano 18/03/2018 07h25

Identidade. Esta palavra deu a tônica da celebração do aniversário de 163 anos de Aracaju, que recebeu das mãos do governo do Estado e do Instituto Banese um de seus maiores presentes neste 17 de março: o Largo da Gente Sergipana. Sob as vistas atentas de aracajuanos e visitantes, o espaço foi apresentado à população com uma grande festa que teve como protagonista a cultura popular de Sergipe.

O Largo da Gente Sergipana, instalação artística urbana localizada na Avenida Ivo do Prado, em frente ao Museu da Gente Sergipana, homenageia todas as expressões do folclore do Estado a partir de oito esculturas que flutuam sobre o espelho d’água do Rio Sergipe. Nelas, estão representadas Lambe Sujo e Caboclinhos, Chegança, Cacumbi, Taieira, Bacamarteiro, Reisado, São Gonçalo e Parafuso. Vindos do interior, todos os grupos foram convidados a participar da festa, apresentando-se em cortejo com o acompanhamento do grupo Burundanga Percussivo.

Para os integrantes de cada um dos grupos, a satisfação de ver sua manifestação folclórica do coração imortalizada nas esculturas é motivo de grande alegria. É o caso de Éder Santana, de 34 anos, membro do grupo de Parafusos de Lagarto há 14. “É difícil dizer a emoção que a gente sente de ver uma estátua do Parafuso, porque o grupo é centenário, mas muitas pessoas não conhecem sua história. Então, a gente acaba sendo esquecido. Hoje, tendo um marco do Parafuso, as pessoas vão procurar saber o que siginfica. Então, para a gente é importante, porque tem uma valorização cultural”, afirmou.

O sentimento de Maurício Teles Santana, integrante do Batalhão de Bacamarteiros do Povoado Aguada, de Carmópolis, é semelhante. “Tenho 40 anos, muitos deles dedicados ao grupo. É uma emoção muito grande ver uma estátua retratando o que a gente faz todo dia. Só tinha visto pela televisão, agora posso ver pessoalmente e levar a foto para a família ver. Acho que Aracaju está de parabéns, ainda mais com esse monumento representando nossa cultura”, disse.

Quem também aprovou o Largo da Gente foi José Ronaldo de Menezes, o popular Zé Rolinha de Laranjeiras, que conduz a Chegança Almirante Tamandaré. “Temos muito grupos folclóricos em Sergipe. Não tinha a possiblidade de todos estarem aqui presentes, mas uma boa parte vai estar representada. O pessoal disse que a estátua da Chegança está parecida comigo. Independentemente disso, ela está representando a cultura popular de Sergipe. É uma coisa muito bonita, que vai fazer com que muita gente venha fazer turismo para conhecer nossos bens materiais e imateriais”, opinou.

Visitantes

E não foram apenas os integrantes dos grupos folclóricos que se sentiram prestigiados com o Largo da Gente Sergipana. Os filhos da cidade aniversariante também ficaram deslumbrados com a beleza e a imponência das novas instalações. O aposentado Ubiracy Santos Figueiredo, de 61 anos, fez questão de trazer os netos para conhecer o novo espaço.

“Achei a obra muito importante porque fala do folclore sergipano. Antes, a gente não tinha essa referência e ficava sem saber de muita coisa sobre essas manifestações. Fiquei surpreso com a obra. No começo, eu não achava que ia ficar desse jeito, mas agora está realmente lindo. Vou trazer a família para passear sempre, aqui vai ser o point de Aracaju agora”, relatou.

Iracilda Nascimento, de 67 anos, é aracajuana e está passando o primeiro 17 de março em sua terra natal após 36 anos morando nos Estados Unidos. Para ela, o Largo da Gente é um ícone de reconhecimento cultural. “Estou muito feliz porque amo Aracaju, amo minha cultura e dou muito valor a ela. Essa obra é uma maravilhosa, muito especial. Quem fez está de parabéns, porque essas estátuas não é pra qualquer um fazer”, pontuou.

Quem está de passagem por Aracaju também não resistiu aos encantos do Largo. O casal Antônio Luiz Dantas e Sueli Dantas, ambos de 62 anos, não deixou de fazer sua parada para fotos em frente às esculturas. “Somos de Salvador e viemos visitar familiares. Quando soubemos que era aniversário da cidade e que teriam manifestações folclóricas, viemos logo. Gosto muito da cultura de raiz, da nossa história e do nosso Nordeste”, disse Antônio. “Amo essa terra e achei isso aqui muito lindo, tanto que parei para tirar foto. Tinha que registrar e levar para Salvador para o pessoal de lá ver. A cidade está de parabéns”, confirmou Sueli.

Assim como os baianos, a curitibana Matilde Fernandes, de 54 anos, também gostou do que viu. “Estou achando legal, gostando bastante. Estou vindo pela primeira vez e com certeza vou dizer para todo mundo em Curitiba vir visitar Aracaju. As esculturas são lindas, chamam muito a atenção. Estão de parabéns”, comentou.

A comerciante Fátima Maria Ferreira, de 50 anos, também veio de fora, mas é quase filha da terra. Para ela, além da beleza, o Largo tem muito mais a oferecer. “Sou de Pernambuco, mas moro em Aracaju há 15 anos junto com minhas filhas, no Bairro Industrial. Para a gente que vende pipoca, lanche e outros produtos do tipo, essa obra vai ser um avanço. A gente vai conseguir vender mais para os turistas e para quem vier visitar. Estou achando muito bom”, afirmou.

Fonte: Agência Sergipe

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