Lei Seca: 7,3% dos aracajuanos admitem combinar álcool e direção
Na capital sergipana homens cometem mais a infração do que as mulheres
Cotidiano 19/06/2015 12h45

Da Redação

Após o endurecimento da Lei Seca, em 2012, o percentual de adultos que admitem beber e dirigir em Aracaju teve queda de 34%, segundo dados do Vigitel 2014, divulgados nesta sexta-feira (19) pelo Ministério da Saúde,

De acordo com a pasta, em 2014, 7,3% dos aracajuanos disseram ainda manter o hábito de conduzir veículos motorizados após o consumo de qualquer quantidade de álcool – o que indica uma queda em relação a 2012, quando 11,1% dos entrevistados admitiram cometer a infração. Os homens de Aracaju (14,1%) assumem mais os riscos da dupla álcool e direção do que as mulheres (1,9%).

Na média nacional, o percentual de adultos que admitem beber e dirigir nas capitais do país teve queda de 16% entre 2012 e 2014, segundo os dados do Vigitel. No último ano, 5,9% dos brasileiros disseram ainda manter o hábito de conduzir veículos motorizados após o consumo de qualquer quantidade de álcool – o que indica uma queda em relação a 2012, quando 7% dos entrevistados cometeram a infração.

Os homens (10,7%) assumem mais os riscos da dupla álcool e direção do que as mulheres (1,7%). Vitória (ES), Rio de Janeiro (RJ) e Recife (PE) se destacam como as capitais com o menor percentual de entrevistados que assumiu dirigir depois de beber (3%), enquanto Florianópolis (SC) e Palmas (TO) tiveram a maior proporção (14% e 11%, respectivamente).

Pela primeira vez em dez anos, o número de mortos no trânsito no país caiu. Entre 2012 e 2013, o número de óbitos por vítimas de acidentes de trânsito passou de 44.812 para 42.266, redução de 5,7%. Com isso, a taxa de mortalidade também teve queda de 6,5% em um ano, passando de 22,5 mortos por 100 mil habitantes em 2012 para 21, em 2013.

“É possível observar que a direção veicular após consumo de qualquer quantidade de bebida alcoólica apresentou queda depois da implantação de dispositivos legais e da adoção de uma fiscalização mais rigorosa. No entanto, os jovens do sexo masculino ainda são o grupo mais crítico, principalmente na faixa etária entre 25 e 34 anos”, afirma a diretora do Departamento de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis do Ministério da Saúde, Deborah Malta.

Segundo o Vigitel, o percentual de brasileiros que admite beber e dirigir nesse grupo é de 9,8%, bem acima da média nacional.

Atualmente, o Brasil é um dos 25 países do mundo que estabeleceram a tolerância zero para o consumo de bebida alcoólica por motoristas e um dos 130 que usam o teste do bafômetro como forma de garantia do cumprimento da lei, de acordo com o relatório global da Organização Mundial de Saúde sobre Álcool e Saúde (Global Status Report on Alcohol and Health 2014).

No Brasil, em 2013, 42.291 pessoas perderam a vida em acidentes de trânsito. De acordo com os dados mais recentes da Polícia Rodoviária Federal, em 2014, 508 morreram nas rodovias brasileiras em razão de acidentes nos quais houve envolvimento de motoristas alcoolizados.

Em 2015, até abril, as mortes contabilizadas pela PRF com esse tipo de ocorrência já chegam a 146. Outras 1.901 pessoas ficaram feridas gravemente em função da mistura álcool/direção em 2014; em 2015, até abril, já são registrados 552 feridos. Os acidentes ocorridos por influência do álcool registrados vêm caindo. Em 2014 foram 7.391, contra os 7.526 de 2013 e 7.594 em 2012. Em 2015, até abril, são 2.220 acidentes nas estradas ocasionados por uso de bebida alcoólica.

*Com informações do Ministério da Saúde

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