Leite para crianças com alergia está em falta na rede pública de Sergipe
Cotidiano 30/05/2017 11h02 - Atualizado em 31/05/2017 11h29Por Will Rodriguez
Os pais de crianças alérgicas a leite estão sofrendo para conseguir o leite especial para os filhos em Aracaju. O produto era distribuído pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS), mas agora os estoques acabaram e desde janeiro não é repassado.
A alergia ao leite de vaca é muito pior que a intolerância à lactose, mais conhecida da população. As crianças lactantes só podem consumir leite com fórmula especial, com proteína hidrolisada ou aminoácidos livres, caso contrário, podem ter diarreia, constipação nasal, vômitos, cólicas, esofagite, coceira e, em casos extremos, sofrer um choque anafilático, que pode levar à morte. Por isso, eles dependem desse leite que é importado.Na rede do Estado, a desassistência se repete. Segundo a jornalista Mariana Ventura, mãe de uma das crianças que precisam do leite, no Centro de Atenção à Saúde de Sergipe (Case) a fórmula de aminoácidos livres está em falta há quase 20 dias e a previsão é de que só volte a ser disponibilizado em 20 de junho.
Na falta do produto, as mães acabam tento que recorrer a uma alimentação errada para os filhos, com água de arroz ou farináceo, por exemplo. “É isso ou a fome. A dieta é muito restrita, em alguns casos, a alergia se estende à soja, milho, trigo e ovo. A alergia é muito severa e só pode ser curada com a exclusão total do alimento”, diz Mariana.
O leite em pó custa caro, o preço de uma lata varia de R$ 200 a R$ 750 e dura, no máximo, três dias. As mães que precisam deste leite especial criaram até um grupo no WhatsApp onde uma ajuda a outra. Só neste grupo, são mais de 150 mães na mesma situação.
“Tentamos contato (com a Secretaria da Saúde) e estamos esperando retorno, que eles se manifestem”, afirma Mariana Ventura, acrescentando que as mães fizeram um abaixo-assinado que será entregue ao Ministério Público do Estado (MPE).
F5 News procurou as assessorias de comunicação da SMS e da Secretaria de Estado da Saúde (SES), mas não obteve resposta até a publicação desta notícia.

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