Livro narra primeira greve dos profissionais da imprensa sergipana
O jornalista Henrique Maynart lança “Nem copo de cachaça, nem prato de comida – a primeira greve dos comunicadores sergipanos”
Cotidiano 11/09/2018 15h30 - Atualizado em 11/09/2018 16h39

A obra narra a história da maior greve unificada de jornalistas e radialistas na história da imprensa sergipana, ocorrida entre 22 a 29 de novembro de 1991. O lançamento acontece nessa quinta-feira (13), às 17h, durante a edição do projeto ‘Ocupe a Praça Direitos Humanos’, no Centro Cultural de Aracaju, na Praça General Valadão, Centro de Aracaju (SE). O livro-reportagem faz parte do trabalho de conclusão do curso de Jornalismo do autor.

Após 26 anos de silêncio sobre o tema, baseados pelo medo e opressão, Henrique Maynart propôs não deixar que o assunto caísse em esquecimento. O autor se engajou na busca de informações que contam esse período através de documentos contendo atas ou reportagens, depoimentos dos comunicadores envolvidos e fotografias das mobilizações e reuniões para que, mesmo com poucos registros, as pessoas que fizeram parte desse movimento pudessem relembrar e contar suas histórias, relatando fatos que eram desconhecidos por muitos.

 “Foram 25 entrevistados, as lidas no livro de atas dos sindicatos para checar todos os dados, as idas às hemerotecas do Jornal da Cidade, Jornal de Sergipe e Gazeta de Sergipe, os dados da Federação Sergipana de Futebol, até porque essa greve interrompeu a final antecipada do campeonato sergipano”, relembra Henrique.

O autor explica que escolheu o tema depois de uma conversa com o jornalista Cristian Góes. O encontro aconteceu em 2013 na Praça Olympio Campos e durante conversa surgiu o assunto da greve dos jornalistas em Sergipe, que havia parado até uma transmissão de um jogo realizado no Batistão.

“Fiquei pensando como eles conseguiram interromper toda a transmissão, porque envolve muitos profissionais – fotógrafo, repórter, quem está na redação, quem fica na cabine de transmissão, enfim, deve ter sido muito louco, porque se hoje em dia seria estranho imagine em 1991, afinal naquela época não existia a “celularização”. Acabei me interessando pelo tema e tive um grande auxílio de José Juva, meu orientador, para consolidar essa pesquisa”, disse.

O presidente em exercício da Empresa de Serviços Gráficos de Sergipe (Segrase), Marcos Sales, fala da satisfação ao publicar a obra, pois, dentre os entrevistados que fizeram parte do movimento grevista, encontra-se o seu colega de trabalho, o jornalista e diretor Industrial da Segrase, Mílton Alves.

“Sergipe tem muitas histórias para serem contadas que poucos conhecem. Esse livro nos traz a vantagem de explorar mais a memória do nosso Estado e também de conhecer um pouco da história de um grande jornalista sergipano, Mílton Alves”.

Para o jornalista Mílton Alves, que integrou o movimento grevista, a paralisação foi um momento único. “Eu acho que a decisão naquele momento de reunir as duas categorias, jornalistas e radialistas, foi muito importante para que se tivesse uma macro visão do que se passava dentro das redações por esses profissionais. Para mim, àquela greve de oito dias foi algo que cravou a nossa história, o livro de Henrique resgatou isso. A greve foi maravilhosa! Quem não conhece ou conheceu, ao ler o livro vai entender isso. É um livro para ser usado e debatido em sala de aula”.

O movimento grevista iniciado pelos comunicadores não ficou apenas estagnado nos profissionais da área. O leque foi ampliado para outras categorias em busca de apoio, a exemplo de bancários, a CUT, gráficos, petroleiros e professores, que de uma forma ou de outra respaldaram aquela luta iniciada pelo grupo e entenderam a importância da paralisação. O livro é especialmente primordial para jornalistas ou estudantes e todos aqueles que se interessem pelo assunto, que é abordado na maior riqueza de detalhes.

Fonte: Assessoria de imprensa

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