Lixo acumula no pátio da Central de Abastecimento de Sergipe
Direção da Central procura saída na Emsurb e com empresa particular
Cotidiano 24/04/2013 21h00

Por Sílvio Oliveira

Toneladas de restos de côco, frutas e verduras, além do lixo diário de hortaliças estão amontoados em lotes no pátio da Central de Abastecimento do Estado de Sergipe (Ceasa). Com a mudança do local de despejo da lixeira do bairro Santa Maria, em Aracaju, para o aterro sanitário na Grande Aracaju, a direção da Ceasa negocia um novo contrato de transporte do lixo com a empresa responsável. Enquanto não se resolve, o lixo se acumula e os comerciantes reclamam com a falta de solução.

Pedro Luiz, comerciante de côco há mais de 15 anos, diz que faz quase oito dias que não se vê os carros recolherem o lixo, acúmulo que traz roedores e podridão para o local. Ele afirma pagar quase R$ 600 por mês pela barraca, mas as garantias de limpeza não estão sendo cumpridas pela direção da Ceasa. “É muito rato a noite com o acúmulo do lix

o. Faz oito dias que não recolhe”, afirmou.

As reclamações são compartilhadas por vários comerciantes, que, com a chegada da chuva que piora o quadro acrescentando lama a ele. “É necessário que se faça algo urgente. Estamos deixando de comercializar”, disse Ronaldo dos Santos, também vendedor de coco.

Solução do problema

O coordenador da Ceasa, Augusto Neto, explicou que havia um contrato realizado com uma empresa de transporte para que fosse recolhido o lixo da Central de Abastecimento e despejado no lixão do Santa Maria. Com o fechamento da lixeira, o acordo deverá ser remodelado entre as partes, e um novo contrato será assinado.

“Havia a previsão de erradicação do lixão em 2014, mas anteciparam e nos pegaram de surpresa. E

stamos negociando com a empresa, mas já nos informaram que querem aumentar o valor de R$ 4 mil para R$ 8 mil, por conta do aumento da distância de quase 30km para 80km”, explicou Augusto Neto.

O administrador elencou duas saídas para o problema do transporte do lixo na Ceasa. Nesta quinta-feira, 25, ele entregará um ofício à Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emurb), com o intuito de que seja recolhido todo o lixo e que seja dado o destino correto. Uma outra saída encontrada por ele foi solicitar a permissão da Emsurb para que prossiga o acordado com a empresa vigente em levar todo o lixo para a Unidade de Transbordo. Ao chegar lá, a Prefeitura Municipal de Aracaju daria o destino certo sem cobrar nenhuma taxa extra com o transporte até o Aterro Sanitário.

A empresa de transporte que fornece o serviço a Ceasa informou que está sendo discutida com a direção do Centro de Abastecimento a melhor forma possível de retomar o recolhimento e o transporte. 

Fotos: Sílvio Oliveira

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