Luiza Erundina fala sobre mídia, liberdade de expressão e política
Parlamentar não mais participará da Comissão de Direitos Humanos
Cotidiano 16/03/2013 09h47

Por Sílvio Oliveira

A deputada federal Luiza Erundina (PSB/SP) participou ,nesta sexta-feira (15), do Fórum Mídia, Direitos Humanos e Liberdade de Expressão, na seda da Central Única dos Trabalhadores, em Aracaju (SE). Antes de começar o evento, ela recebeu a imprensa e falou sobre marco regulatório da comunicação, liberdade de expressão, criação de um Conselho Federal de Jornalismo. Mas não deixou à imprensa sem resposta sobre política, principalmente, acerca da não participação dela nas sessões da Comissão de Direitos Humanos, presidida pelo polêmico deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP).

Luiza Erundina classificou a ida de Marcos Feliciano para a presidência da Comissão de Direitos Humanos como um assalto de uma força religiosa que expressa um projeto político de poder contra a democracia brasileira. “Imagine uma comissão de direitos humanos que é lá aonde chegam os negros, os homossexuais, as mulheres, os índios, as minorias e hoje é proibido de entrar e as reuniões são praticamente fechadas? Não vou mais participar. Não vamos criar palco para eles. Eles se acham com a missão divina para combater os homossexuais, o aborto, os negros, os índios. Questionam a quantidade de terra que ainda estão nas mãos dos índios. Não é porque são evangélicos. São pessoas que tem um projeto de poder contra a democracia, que o povo brasileiro conquistou na luta, na garra”, afirmou.

Polêmica

Ela falou sobre a alternância de gêneros nos poderes e disse que ainda há poucas mulheres na política. “É uma distorção e machismo que predomina na política. Uma mulher a mais na disputa pelo poder é um homem a menos, e eles não querem. Os discursos ainda são demagógicos em datas tipo oito de março, mas não avança. É uma luta importante para a sociedade no ponto de vista que só há democracia plena quando a igualdade de fato”, disse.

Sobre a democratização da comunicação, a presidente da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e Direito a Comunicação do Congresso Nacional afirmou que o direito fundamental da comunicação tem sido prejudicado e comprometido por conta um marco regulatório inadequado, obsoleto, que não possibilita o pleno exercício da democracia. “A liberdade de expressão e o direito à comunicação é um direito fundamental. Lamentavelmente estamos vivendo uma situação de absoluto atraso e desrespeito a esse direito”, enfatizou.

Governo submisso

A ex-prefeita de São Paulo disse ser a favor da criação de um Conselho Federal de Jornalismo, que fica bastante satisfeita por saber que o debate em torno da liberdade de comunicação não está mais restrito aos especialistas da área, sendo pauta para toda a sociedade, mas que o recuo do governo federal em debater o assunto e colocar em prática o que já foi legitimado na Confederação Nacional de Comunicação é um afronte à sociedade.

“O governo fica, a meu ver, submisso, como todos ficaram, Lula agora Dilma. Até agora não avançou quase nada. O importante que essa questão saiu dos limites de alguns especialistas do setor de comunicação e esta nas ruas, nos grupos sociais, no movimento sindical. Mostra que tem uma força política importante e ajuda a ter pelo menos expectativa que essa força se expresse politicamente e o governo vença a timidez de enfrentar o problema junto aos donos das mídias”, ressaltou.

Luiza Erundina finalizou salientando que a candidatura ao governo de São Paulo dependerá da base do seu partido, o PSB, e se a eleição fosse hoje apoiaria Eduardo Campos, atual governador de Pernambuco para a Presidência da República.

Foto: Sílvio Oliveira

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