Mães confeccionam fantoches de dedo para filhos no Huse
Iniciativa leva autoconhecimento para as acompanhantes dos pequenos
Cotidiano 13/12/2018 20h28

O Projeto 'ConheSer' criado por uma psicóloga da CTI Pediátrica do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), unidade gerenciada pela Secretaria de Estado da Saúde ( SES), preparou mais uma atividade para as mães dos pequenos pacientes internados. Uma iniciativa que está levando  autoconhecimento para os acompanhantes que muitas vezes estão angustiados por causa da internação dos filhos. Com a proximidade do Natal, a psicóloga desenvolveu uma oficina para confecção de dedoches (fantoches de dedos).

“Cada familiar confeccionou três dedoches para seus filhos que estavam internados na CTI pediátrica. Eu já trago o corpinho, o bracinho, a cabecinha, os olhinhos, os cabelos tudo prontinho e cortado para que eles montem do gosto deles. Depois que montaram fizeram as roupinhas com tecidos variados. Tem uma mãe que gosta muito de arrumar a criança e ela fez um vestido de bailarina para o dedoche da filhinha”, explicou a psicóloga da CTI Pediátrica do Huse, Carmem Cecília Tavares.

Para as mães desses pacientes, foi um momento de interação com as crianças e também com os profissionais. A estudante Michele santos, 24, está com o filho internado há 23 dias na CTI pediátrica. Ela diz que a correria é grande, mas que se divide entre as tarefas de casa e as visitas ao filho internado. “É uma correria, o coração fica apertado e essas atividades fazem a gente esquecer um pouco a internação e nos deixa mais animados”, disse.

Já a estudante Daiane Ferreira, 22, que está com o filho de 5 anos internado depois de sofrer uma parada cardíaca, foi um dia especial. “Eu consegui colocar todo o meu amor naquele dedoche que estava fazendo e tenho certeza que ele sentiu isso. Ele olhou firme para os bonequinhos e depois olhou pra mim de um jeito especial. Estou muito feliz e amei essa atividade”, enfatizou.

Quem esteve presente e participando da atividade foi a psicóloga Adriana Viana Amaral, ela destacou o carinho que foi transmitido com a atividade e parabenizou a iniciativa do projeto. “Esse foi um momento de troca, de colocar ali todo o carinho e afeto existente na relação com seu filho sob os cuidados da equipe da CTI. Uma forma de resgate da relação materna e paterna, e um estímulo à vida, além de fazê-los sentir importantes no processo de recuperação dos filhos, contribuindo na elaboração da hospitalização e do adoecimento do seu ente querido, um momento de cuidado e ressignificação. Emocionante ver o olhar de cada um em cima da produção realizada”, declarou.

A cada mês, um profissional participa do projeto levando um pouco do seu conhecimento para os familiares dos pequenos pacientes. O mês passado foi convidada uma nutricionista que conversou com os pais sobre a nutrição para os pacientes críticos e esclareceu algumas dúvidas em relação ao tipo de alimentação enteral, parenteral e oral.

 

Fonte: Secretaria de Estado da Saúde 

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