Maioria da demanda do Huse deveria ir às unidades básicas, diz SES
De acordo com dados do hospital, 90% são casos de baixa complexidade
Cotidiano | Por SES/SE 11/07/2018 20h15

No primeiro semestre deste ano (janeiro a junho de 2018), o Pronto Socorro do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) registrou 83.682 atendimentos aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Desse total, 73.977 usuários receberam alta médica por serem casos de baixa complexidade, ou seja, atendimentos de responsabilidade dos municípios, o que representa 90% dos casos; apenas 10% necessitaram de internação para observação e exames.

Segundo a assessoria da Secretaria de Estado da Saúde (SES), a pasta tem investido em toda Rede Hospitalar Estadual, inclusive nos hospitais regionais, na tentativa de desafogar o serviço do Huse. Mesmo com as ações e esforços produzidos, ainda existe dificuldade do usuário se conscientizar de que em casos menos complexos, que poderia ser resolvido nas unidades de saúde dos municípios.

De acordo com o Secretário de Estado da Saúde, Valberto Lima, o Huse é o maior hospital de urgência do estado e é o de mais alta complexidade. “A saúde precisa funcionar em todas as esferas para não comprometer o trabalho do outro e isso vem acontecendo no Huse, que é destinado para alta complexidade. Quando o usuário encontra dificuldade de atendimento na rede básica, vai buscar ajuda no Huse, que é porta aberta. A porcentagem apresentada neste primeiro semestre, aponta o quadro de superlotação seria diferente se esses pacientes fossem atendidos nas unidades b baixa complexidade”, pontua.

Demanda espontânea

Segundo dados do Huse, no seis primeiros meses, foram contabilizados atendimentos a 2.095 usuários com dor de cabeça, 604 com diarreia, 589 dor de garganta, 1.891 dor de ouvido, 4.421 com sintomas de febre, 819 com tosse, 1.552 apresentaram vômito, entre outros sintomas que há de baixa complexidade. A diarista Maria Nilza Silza, 45, chegou no PS do Huse com sintomas de febre e dor de cabeça. A espera foi demorada, mas ela só queria ser atendida no Hospital de Ugência. “Eu nem tentei ir para outro hospital. Fiquei e aguardei o atendimento, mesmo sabendo que ia demorar. Já passei pelo médico e agora aguardo ser medicada”, disse.

Hugo Maciel, 36, é taxista e estava acompanhando a mãe, que reclamava de dores abdominais e muita dor de cabeça. Ele explica que ela já vinha de uma unidade básica. “Minha mãe está com fortes dores desde a noite de ontem e tomou uma medicação que ainda não aliviou a dor, então eu resolvi trazê-la aqui para o Huse, pra fazer um exame”, ressaltou.

A gerente da Área Azul, Simone Dantas, destaca que diariamente os pacientes são atendidos dentro da normalidade, obedecendo o planejamento. “Quando nós temos a nossa demanda aumentada ou alguma outra porta do município fecha, o Huse passa por superlotação e alguns transtornos como a demora do atendimento. Nós atendemos a todos os pacientes sem distinção, oferecendo o melhor serviço e total atendimento, mesmo sendo um hospital para média e alta complexidade”, concluiu.

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