Maioria das queijarias trabalha na clandestinidade em Sergipe
Órgãos ambientais discutem estratégias para regularização dos empreendimentos no estado Cotidiano 13/10/2017 13h00 - Atualizado em 13/10/2017 16h52Por Fernanda Araujo
A falta de regularização e legalização das queijarias existentes no Alto Sertão sergipano foi discutida em uma reunião com representantes de associações, prefeitos e secretários de Meio Ambiente e de Agricultura dos municípios, a Adema, a Emdagro e a Seagri. O encontro aconteceu nesta sexta-feira (13) e discutiu também a situação da atividade de carcinicultura no estado.
Segundo a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), existem cerca de 300 queijarias em todo o estado, mais de 100 ficam no Alto Sertão e a grande maioria trabalha na clandestinidade. Para os órgãos, a informalidade causa prejuízos tanto aos produtores, quanto ao próprio estado, que deixa de arrecadar tributos.
“Os produtores não são legalizados e ficam impedidos de fazer transações bancárias, sendo assim todos ganham com a legalização. Existe uma série de pequenos empreendimentos, a maioria de atividade familiar, que tem dificuldade para solicitar licenciamento e se organizar. Estamos aqui como parceiros, nosso objetivo é colaborar com as queijarias e no que for possível fazer um assessoramento”, afirma o secretário do Meio Ambiente, Olivier Chagas.
As queijarias foram alvos da primeira fase da Fiscalização Preventiva Integrada – FPI/SE, realizada em 2016. Durante a fiscalização integrada com o Ministério Público Estadual e Federal, além de diversos órgãos ambientais e autoridades policiais, foi constatada uma série de denúncias de irregularidades sobre os estabelecimentos.
“Já tinha essa discussão sobre a necessidade de regularizar, mas só cresceu depois da fiscalização da FPI. Entendo a necessidade de regularizar, mas de onde vai sair dinheiro para isso? É preciso recursos e a prefeitura não tem dinheiro. Esse recurso tem que vir do governo, de emenda parlamentar”, disse o prefeito de Nossa Senhora da Glória, Chico dos Correios, acrescentando que a maior dificuldade na região são os matadouros.
De acordo com os órgãos ambientais, ainda não é possível estabelecer prazos para adequações, o processo é demorado e a perspectiva é que novas discussões sejam realizadas para elaboração de estratégias. Olivier Chagas afirma que o processo de licenciamento das queijarias deve ser feito com cuidado para que a atividade seja desenvolvida com responsabilidade ambiental.
“É preciso fazer esse processo respeitando o que é área de preservação, as comunidades e dando condição para que as pessoas se regularizem. Estamos vendo a possibilidade de fazer um processo de licenciamento que atenda a Lei, mas que seja mais simplificado para viabilizar a regularização dos empreendimentos porque sem licenciamento ambiental não pode nem funcionar”, completa o secretário.
Foto: F5 News

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos
