Mais de 50% dos bebês realizam teste do pezinho depois do prazo
Cotidiano 06/06/2017 20h04O teste do pezinho é necessário para identificação de algumas das doenças genéticas mais prevalentes na população brasileira, entre elas, hipotireoidismo congênito e fibrose cística.
De acordo com a coordenadora Estadual de Triagem Neonatal da SES, Luciana Alves, o teste pode ser realizado nas maternidades, caso o bebê fique por mais de 48 horas internado. Quando recebe alta médica até o segundo dia de nascido as mães devem se dirigir a uma Unidade de Básica de Saúde (UBS) para a realização do exame. Em todo o território sergipano podem ser encontradas 271 unidades de coleta, distribuídas nos 75 municípios. Só em Aracaju há 26 postos, um em cada bairro.
“Dados estatísticos apontam para a realização do teste em cerca de 80% dos bebês nascidos em Sergipe, porém muitos deles estão chegando após o quinto dia de nascido. O atraso pode impedir que diagnósticos seja feitos no tempo correto e, em consequência, atrasar as intervenções e tratamento específicos, fazendo com que a doença provoque sequelas irreversíveis”, esclareceu Luciana.
Segundo a coordenadora, das 33.772 crianças nascidas em 2014 na saúde pública, em Sergipe, 27.435 passaram pelo teste do pezinho. No ano seguinte, quando 34.807 bebês nasceram, 28.533 realizaram o exame, média que excede 80% de recém nascidos submetidos ao teste, porém com agravo de realizarem a coleta fora do período ideal. No país, conforme indicador de coleta do Programa Nacional de Triagem Neonatal, em 2016, 10.657 bebês realizaram o teste do pezinho até o quinto dia de nascido. No mesmo ano, 15.461 realizaram o exame entre o sexto dia e após 30 dias de vida do recém-nascido.
“Quanto mais cedo o teste, mais cedo o diagnóstico. Se a consulta médica não for realizada até 30 dias de vida da criança com diagnóstico de fenilcetonúria, por exemplo, esta pode desenvolver sequelas irreversíveis. A doença faz com que os alimentos que tenham uma substância chamada fenilalanina intoxique o cérebro, causando retardo mental. O mesmo ocorre em caso de diagnóstico de doença falciforme, que tem como consequências a anemia com icterícia (olhos amarelos), dores ósseas e articulares, atraso no crescimento e desenvolvimento infantis, entre outras problemáticas”, adverte Luciana.
O teste
O exame é feito através de uma pequena punção no calcanhar do bebê com uma lanceta específica. É praticamente indolor e o sangue é coletado rapidamente, sendo o calcanhar o local escolhido por ser uma região com muitos vasos sanguíneos. Ao ser coletado o material, a amostra segue para o Serviço de Referência de Triagem Neonatal do Hospital Universitário, através das agências dos Correios por meio de postagem gratuita, distribuídas nos municípios sergipanos, visando a garantia do envio em menor tempo e segurança.
O teste é obrigatório por lei, sua coleta é garantida e está disponível em todos os municípios brasileiros, sendo gratuito no Sistema Único de Saúde (SUS). É, portanto, um direito de todas as crianças e todos os recém-nascidos devem ser contemplados.
Fonte: Agência Sergipe

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