Mais de 80% das tubulações da Adutora do Poxim já foram implantadas
Cotidiano 19/09/2017 06h42A Adutora do Poxim, obra que faz parte do plano de investimentos da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) para garantir o fornecimento de água na Grande Aracaju pelos próximos 30 anos, está com mais de 80% das tubulações implantadas - processo que teve início em janeiro deste ano. Depois de pronta, ela proporcionará a ligação da barragem Jaime Umbelino de Souza (Barragem do Rio Poxim) à Estação de Tratamento de Água (ETA) do Poxim, localizada próximo ao campus da UFS, em São Cristóvão.
“Esse é mais um empreendimento estratégico na garantia da segurança do abastecimento hídrico da região metropolitana de Aracaju. Isto traz conforto e saúde à população, que tem assegurado o fornecimento de água tratada em suas residências, bem como serve de atrativo para o fomento e criação de novas empresas que procuram se certificar da existência de serviços de infraestrutura robustos e consolidados, a fim de não prejudicar suas operações. É o progresso e o desenvolvimento trazidos pelo governo do Estado”, garante o diretor de Meio Ambiente e Engenharia da Deso, José Gabriel Almeida de Campos.
A água que chegará nas casas de quem vive na Grande Aracaju também deve ser ainda mais pura, pois a tubulação de aço de carbono fará um processo de filtração, separando as impurezas do líquido, antes mesmo que ele chegue na estação de tratamento. “Sendo transportada por esses dutos, a água já chega na estação com qualidade altíssima, quase potável, não necessitando adição de muitos produtos químicos para reforçar a sua purificação. Quando chegar na casa das pessoas vai parecer água mineral em grau de pureza”, destaca o engenheiro responsável, Aron Setton Filho.
Ainda segundo Aaron, além de facilitar e tornar menos custoso o processo de tratamento da água, a adutora, futuramente, também conectará a barragem do Poxim à estação de tratamento do São Francisco. Isso garante que, em situações de emergência, a Grande Aracaju tenha seu abastecimento de água garantido. “Quando essa obra estiver pronta, vai ser a salvação da Grande Aracaju, se surgir qualquer problema no rio São Francisco”, explica Aron.
A obra
A construção da nova adutora teve início na barragem do Poxim-Açu, já implantada e inaugurada em 2013. Neste local, já existem comportas para captação de água bruta em vários níveis a montante do lago, encaminhando-a para um ponto a jusante da barragem.
O sistema de adução de água bruta do Poxim-Açu (Adutora do Poxim-Açu), abrangendo os municípios de Aracaju e de São Cristóvão, tem como objetivo a ampliação da produção de água através da captação na barragem do Poxim, com destinação de uma vazão de 4.320 m³/hora à estação de tratamento de água do Poxim.
A obra consiste na execução de uma tomada d'água de sucção de 800mm até uma estação elevatória de água bruta, de onde partirá a adutora de recalque, com diâmetro de 900mm, percorrendo um caminhamento tecnicamente favorável de aproximadamente 14 km até a estação de tratamento de água do Poxim.
Dos 14 mil metros de extensão, já foram implantados 12.400, que corresponde a aproximadamente 88% da tubulação. Para isso, foram investidos R$ 18.491.487,74 em supervisões e serviços; R$ 355.500 em desapropriações de áreas, e R$ 13.572.272,48 para aquisição de tubos e equipamentos - totalizando em R$ 32.419.260,22 dos R$ 41.747.732,25 totais. Além disso, durante o andamento, a obra chegou gerar 200 empregos diretos.
A iniciativa é resultado da parceria entre o governo do Estado, Ministério das Cidades e Caixa Econômica Federal, e as obras do Poxim fazem parte do Programa de Aceleramento do Crescimento do Governo Federal (PAC), que pretendem beneficiar pelo menos 800 mil pessoas.
Fonte: Agência Sergipe

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos
