Manifestação bloqueia ponte que liga Aracaju e Socorro
Protesto é pela suspensão da entrega de casas da PMA Cotidiano 04/10/2012 10h30Por Elisângela Valença
Moradores da invasão do Coqueiral fizeram uma manifestação na manhã de hoje. Eles bloquearam a ponte do Rio do Sal, que liga Aracaju e Nossa Senhora do Socorro. Eles fizeram uma barricada com madeira e atearam fogo interrompendo o trânsito. A Polícia Militar ainda conseguiu negociar e os manifestantes liberaram o trânsito por meia hora no começo da manhã.
Os manifestantes estavam protestando contra a suspensão da entrega de casas populares por parte da Prefeitura. “Eles suspenderam a entrega e não deram previsão de quando voltam a entregar”, disse uma das manifestantes, Maria Lúcia Gomes de Oliveira, 40 anos, e que há 15 mora na invasão do Coqueiral.
Ela faz parte de uma das 277 famílias que receberão casas construídas no próprio bairro. A construção destas casas faz parte do PAC 2 e é uma ação conjunta dos governos federal, estadual e municipal. Segundo o secretário adjunto de Comunicação da Prefeitura de Aracaju, Elton Coelho, duas empresas foram contratadas pela Companhia de Habitação e Obras Públicas (Cehop) para realizar a obra, mas uma delas se retirou do processo sem explicações.
Esta empresa estava responsável pela finalização das casas, com trabalhos como instalação de esquadrias de portas e janelas, peças de banheiro e cozinha. Os manifestantes pediam que a Prefeitura entregasse as casas e desse o material que eles mesmos colocariam. “Nós não vamos fazer, pois seria motivo de outra manifestação, de que a Prefeitura entregou as casas sem finalizar”, disse o secretário.
Elton Coelho disse que acha estranha esta manifestação. “Na última terça, 2, fizemos uma reunião com todos os moradores e explicamos a situação e reforçamos que o poder público leva um tempo para ajustar as coisas, são trâmites burocráticos que levam tempo, mas que precisam ser seguidos”, disse Elton. Os manifestantes confirmam a reunião. “Eles explicaram tudo, mas a gente quer as casas”, disse Maria Lúcia.
Segundo o secretário, a Cehop está procurando a melhor saída, se uma contratação de emergência, ou um aditivo para que a segunda empresa da obra cubra a parte da empresa que saiu. Ele disse ainda que, das 277 casas, 161 já foram entregues até o último dia 28 de setembro.

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